Veja quanto o XPLG11 vai pagar de dividendos no mês de julho
O fundo imobiliário XPLG11 vai distribuir R$ 0,82 por cota em dividendos pela competência de junho de 2026, valor inalterado desde fevereiro de 2025.
O pagamento acontece em 14 de julho de 2026, e o investidor precisa ter cotas até o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, data-base da distribuição, para garantir o recebimento.
Com a cota fechando junho a R$ 93,69, os rendimentos do XPLG11 equivalem a um dividend yield mensal aproximado de 0,87%.
Em maio, tomando a cota de fechamento de R$ 97,00, o yield anualizado havia sido de 10,14%. O provento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas que cumpram as condições da legislação.
Como reforço à distribuição, o NE Logistic FII, cujas cotas são integralmente detidas pelo fundo imobiliário XPLG11, mantém um resultado base caixa acumulado e não distribuído de R$ 0,95 por cota.
Inadimplência e operacional do XPLG11
O ponto de atenção do mês está na inadimplência, que somou 5,9% da receita de locação e envolveu seis locatários.
Desse total, 3,1 pontos percentuais vêm da Mobly, que protocolou pedido de recuperação judicial por meio de seu grupo econômico, o Toky. A vacância física do FII XPLG11 encerrou o período em 8,1%, e a financeira ficou em 3,9%.
O portfólio reúne 31 condomínios, com 330 módulos e anexos performados, um empreendimento em construção e 1.715.690 metros quadrados de área construída, distribuídos entre 94 locatários.
A alocação por classe de ativo se concentra em imóveis (95%), seguidos por aplicações financeiras (3%) e cotas de FII (2%). A receita imobiliária se divide entre contratos típicos (56%) e atípicos (44%).
Entre os principais inquilinos do fundo XPLG11 estão Mercado Livre (22%), Leroy (8%), Renner (6%), SB (5%), Mobly (4%) e Via Varejo (3%), com outros locatários respondendo por 46%.
Por setor, a receita vem majoritariamente do comércio varejista (56%), seguido por logística (13%), material de construção (8%) e outros segmentos (23%).
Na correção dos contratos, o IPCA/IBGE responde por 93% da receita imobiliária e o IGP-M pelos 7% restantes. Quanto aos vencimentos, 59% dos contratos terminam em 2029 ou depois, 21% em 2026, 15% em 2028 e 5% em 2027.
No mercado, o período registrou 1.412.733 negociações com as cotas, num volume total de R$ 139,4 milhões, com liquidez média diária de R$ 7,0 milhões na bolsa, número que mantém o XPLG11 entre os fundos logísticos mais negociados.