MXRF11 lucra mais de R$ 43,5 milhões e revela o que mudou na carteira; confira detalhes
O fundo imobiliário MXRF11 registrou um resultado de R$ 43,582 milhões em janeiro, valor inferior ao observado no mês anterior, quando o fundo havia apurado R$ 46,764 milhões em dezembro.
A partir desse desempenho, a gestão do FII MXRF11 realizou a distribuição de R$ 46,027 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,10 por cota.
Considerando o preço de fechamento da cota ao fim de janeiro, de R$ 9,62, o rendimento mensal distribuído correspondeu a 89,29% do CDI líquido de impostos.
Quando aplicado o gross-up de 15% de tributação, a remuneração equivalente alcança 105,05% do CDI no período.
As receitas totais do fundo somaram R$ 47,007 milhões no mês, enquanto as despesas ficaram em R$ 3,424 milhões.
A maior contribuição para o resultado veio da carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que gerou R$ 36,29 milhões em resultado caixa.
A estratégia envolvendo fundos imobiliários acrescentou R$ 5,86 milhões, enquanto o segmento de permutas financeiras contribuiu com R$ 4,35 milhões.
De acordo com a gestão do fundo imobiliário MXRF11, o desempenho da carteira de CRIs tem sido impactado pela sequência de índices mensais mais baixos do IPCA registrados no segundo semestre do ano passado, já que parte relevante dos ativos do fundo possui remuneração atrelada à inflação.
Ainda assim, o fundo MXRF11 encerrou o período com reserva acumulada de correção monetária de cerca de R$ 11,24 milhões, montante equivalente a R$ 0,0244 por cota.
O que mudou na carteira do MXRF11?
Ao longo de janeiro, a gestão também realizou movimentações em diferentes segmentos da carteira. No book de CRIs, foi realizada a aquisição de um novo papel no mercado primário, além da compra de uma nova tranche do CRI Nova Milano KSM no valor de R$ 31,8 milhões.
Na frente de permutas financeiras, o fundo realizou um aporte adicional de R$ 7,5 milhões no projeto Campo Belo 5, empreendimento localizado em uma região nobre da cidade de São Paulo. O investimento faz parte de um plano que prevê aporte total de R$ 30 milhões no projeto.
Já na parcela alocada em fundos imobiliários, a gestão do MXRF11 reduziu parcialmente a exposição aos fundos TELM11 e MCLO11, além de liquidar integralmente a posição anteriormente detida no HGRU11.