VGHF11 perde 23,5 mil cotistas, mas amplia compras na carteira de renda
O fundo imobiliário VGHF11 (Valora Hedge Fund FII) encerrou março com queda no número de investidores, redução no patrimônio líquido e maior movimentação na carteira de renda, segundo relatório gerencial divulgado pela gestora.
O número de cotistas passou de 406.957 em fevereiro para 383.457 em março, o que representa redução de 23.500 investidores no período.
Ao mesmo tempo, o fundo imobiliário ampliou compras líquidas na estratégia de renda e manteve a distribuição mensal de dividendos em R$ 0,07 por cota.
Carteira do VGHF11 encolhe em março
De acordo com o relatório gerencial, o patrimônio líquido do VGHF11 caiu de R$ 1,437 bilhão em fevereiro para R$ 1,424 bilhão em março. Já o total investido em ativos-alvo recuou de R$ 1,483 bilhão para R$ 1,463 bilhão no mesmo intervalo.
A exposição do fundo em relação ao patrimônio líquido também apresentou leve redução, passando de 103,2% em fevereiro para 102,7% em março.
Segundo a gestora, ao fim do mês o fundo possuía 138 ativos diferentes na carteira e R$ 50 milhões em operações de venda e recompra futura de CRIs (compromissada reversa).
VGHF11 amplia compras líquidas na carteira de renda
Na estratégia de renda, o VGHF11 registrou compras líquidas de R$ 4,1 milhões em março. Em fevereiro, esse valor havia sido de R$ 421 mil, o que indica aumento relevante no volume líquido alocado entre um mês e outro.
Entre as principais movimentações citadas no relatório está a aquisição de R$ 30,5 milhões do CRI João Dias.
O documento também informa que houve vendas líquidas em outras posições ao longo do mês.
O VGHF11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,07 por cota em março, mesmo valor dos meses anteriores. Nos últimos 12 meses, o fundo acumula distribuição de R$ 0,96 por cota, conforme dados divulgados pela gestora.
O que os dados de março mostram
Os números de março indicam redução da base de cotistas e leve retração do patrimônio e da exposição da carteira.
Ao mesmo tempo, o relatório mostra continuidade da gestão ativa, com novas alocações na estratégia de renda e movimentações entre ativos ao longo do mês.
Os próximos relatórios do VGHF11 poderão mostrar se esse ritmo de alocação será mantido e como evoluirão indicadores como patrimônio, base de investidores e distribuição de rendimentos.