RECR11 anuncia oferta de R$ 409,9 milhões na 13ª emissão de cotas

RECR11 anuncia oferta de R$ 409,9 milhões na 13ª emissão de cotas
RECR11 anuncia oferta de R$ 409,9 milhões na 13ª emissão de cotas (Foto: Pixabay)

O RECR11 (REC Recebíveis Imobiliários) anunciou o lançamento de sua 13ª emissão de cotas, por meio de uma oferta pública primária que poderá movimentar inicialmente R$ 409,934 milhões. O registro automático da operação foi concedido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 3 de julho de 2026 e prevê a emissão inicial de 4.606.000 novas cotas, ao preço unitário de R$ 89,00.

A oferta será destinada ao público investidor em geral e seguirá o regime de melhores esforços de colocação. O montante poderá ser reduzido caso haja distribuição parcial, mas a operação somente será concluída se atingir o volume mínimo de aproximadamente R$ 30 milhões, conforme estabelecido no prospecto.

Diferentemente de algumas emissões recentes do mercado, a oferta do fundo imobiliário RECR11 não prevê lote adicional nem lote suplementar. Assim, o montante inicial da oferta permanecerá limitado aos R$ 409,934 milhões.

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Recursos para ampliação da carteira

Segundo o prospecto definitivo, os recursos líquidos captados deverão ser utilizados de acordo com a política de investimento do fundo, cuja estratégia permanece concentrada principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — títulos de renda fixa lastreados em operações do setor imobiliário.

O fundo adota como referência (benchmark) uma rentabilidade equivalente à variação do IMA-B acrescida de 1% ao ano e busca esse objetivo por meio da aquisição desses ativos e de eventuais ganhos de capital nas negociações.

O documento apresenta uma lista indicativa de oportunidades de investimento que somam praticamente todo o valor pretendido na oferta. Entre elas estão operações ligadas aos segmentos de incorporação imobiliária, varejo, hotelaria e loteamentos, distribuídas por diferentes estados brasileiros. As taxas previstas variam entre operações indexadas ao CDI e ao IPCA.

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Apesar disso, a administradora ressalta que essa relação não representa compromisso de aquisição. Segundo o prospecto, ainda não existem documentos vinculantes assinados para essas operações e a seleção final dos ativos dependerá das análises realizadas pela gestão, podendo haver alterações na destinação dos recursos captados.

Oferta ocorre após divulgação de resultados

A nova emissão acontece após o RECR11 divulgar o maior resultado de caixa de 2026 até o momento, de aproximadamente R$ 29,6 milhões, impulsionado principalmente pelas receitas provenientes da carteira de CRIs. Na ocasião, o fundo também anunciou distribuição de R$ 1,118 por cota, correspondente ao maior pagamento de dividendos dos últimos 13 meses.

No encerramento de maio, o patrimônio do fundo estava próximo de R$ 2,35 bilhões, enquanto os ativos totais somavam cerca de R$ 2,48 bilhões. Aproximadamente 95% da carteira permanecia investida em CRIs, distribuídos em cerca de 100 operações, além de participações em outros fundos imobiliários e de uma pequena parcela em imóveis físicos.

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Entre os principais segmentos financiados pelos CRIs do fundo estão incorporação imobiliária, loteamentos, investimento imobiliário, hotelaria e varejo. A carteira também possui diversificação geográfica, com exposição a diferentes estados brasileiros, embora São Paulo concentre a maior participação.

Como funciona uma emissão de cotas

Na prática, uma emissão de cotas permite que um fundo imobiliário capte novos recursos junto aos investidores para ampliar sua carteira de ativos. Caso a oferta seja concluída, o patrimônio do RECR11 poderá aumentar, permitindo novas aquisições de ativos compatíveis com sua política de investimento.

Segundo o prospecto, os recursos poderão ser direcionados para diferentes operações imobiliárias, sempre respeitando os critérios definidos no regulamento do fundo e as análises realizadas pela gestora. A administradora do RECR11 também informa que, caso parte das oportunidades inicialmente avaliadas não seja concretizada, os recursos poderão ser aplicados em outros ativos elegíveis previstos na política de investimentos.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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