GGRC11 conclui oferta bilionária e capta R$ 1,48 bilhão para ampliar portfólio

GGRC11 conclui oferta bilionária e capta R$ 1,48 bilhão para ampliar portfólio
GGRC11. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário GGRC11 concluiu sua 11ª emissão de cotas após captar R$ 1,48 bilhão, encerrando uma das maiores ofertas recentes do mercado de fundos imobiliários.

No terceiro e último período de subscrição, o fundo levantou R$ 734,5 milhões, com a subscrição e integralização de 65.326.855 cotas. Somadas às etapas anteriores da operação, a emissão alcançou 131.901.519 cotas, atingindo integralmente o volume previsto.

Ao todo, a oferta movimentou R$ 1.483.511.002,94, já considerando os valores referentes ao custo unitário de distribuição. Com isso, o GGRC11 confirmou o encerramento da emissão após captar o montante máximo planejado.

A conclusão da oferta fortalece a capacidade financeira do fundo para dar continuidade à estratégia de crescimento do portfólio, marcada nos últimos meses por uma sequência de aquisições de ativos logísticos.

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Captação reforça caixa para novas aquisições

Segundo o comunicado ao mercado, a totalidade das cotas ofertadas foi distribuída após o exercício do direito de preferência e dos três períodos de subscrição, permitindo que a emissão atingisse o volume máximo inicialmente estabelecido.

Nos últimos meses, o fundo anunciou uma série de investimentos em empreendimentos logísticos em diferentes regiões do país, reforçando sua estratégia de crescimento por meio de gestão ativa e expansão do portfólio.

Como é a carteira do GGRC11?

O patrimônio do fundo está distribuído em 38 imóveis, que juntos passam de 786 mil metros quadrados de área bruta locável e abrigam 44 inquilinos, com prazo médio de contratos (WAULT) de 4,06 anos. 

A tipologia é dominada pela logística, com 70,12%, à frente dos ativos híbridos (16,35%) e dos industriais (13,53%). Praticamente não há espaço vazio, já que a ocupação física do fundo imobiliário GGRC11 chega a 99,81%, o que deixa a vacância em apenas 0,19%.

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Do total dos contratos, 86,15% são atípicos e só 13,85% típicos. Entre os locatários, o comércio varejista aparece à frente, com 30,92%, seguido pelo setor de máquinas, equipamentos, veículos e peças (28,82%), por alimentos e bebidas (17,28%) e por química e petroquímica (11,19%). 

Completam a lista metalurgia e siderurgia (3,82%), tecnologia (2,98%), agronegócio (2,57%) e têxtil (2,43%). A locação média do portfólio está cerca de 21,32% abaixo da média nacional dos preços pedidos, cálculo que leva em conta o novo inventário e galpões especulativos.

Desde a estreia, em abril de 2017, o FII GGRC11 acumula rentabilidade total de 96,66%, acima dos 90,46% do IFIX no mesmo intervalo. Em termos líquidos, o retorno equivale a 96,37% do CDI líquido e a 161,69% do IPCA no período.

O grande destaque de mercado veio do volume. Em maio, foram negociadas 19,851 milhões de cotas, com giro médio diário de aproximadamente R$ 10,1 milhões e total de cerca de R$ 201,3 milhões no mês, a maior movimentação mensal da história do fundo. 

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A base de investidores subiu para 356.495 cotistas, com ingresso líquido de 14.803 novos nomes no período, o que coloca o fundo GGRC11 entre os dez maiores FIIs do mercado em número de cotistas.

Ao longo de dez emissões, o fundo já colocou mais de 214 milhões de cotas. A cota patrimonial está em R$ 11,02, com patrimônio líquido de R$ 2,363 bilhões, enquanto o valor de mercado do GGRC11 soma R$ 2,174 bilhões.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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