VRTM11 projeta dividendos para o 2º semestre e tem yield de 1,27% no mês
Com receitas de R$ 3,604 milhões e despesas de R$ 510 mil, o fundo imobiliário VRTM11 fechou junho com resultado de R$ 3,093 milhões, uma queda considerável ante os meses anteriores.
O rendimento anunciado pela competência do mês foi de R$ 0,090 por cota, o que equivale a um dividend yield mensal de 1,27% sobre a cotação de fechamento de R$ 7,07. Para bancar oscilações e obrigações futuras, o fundo guarda uma reserva de R$ 0,054 por cota.
A gestão sinaliza estabilidade à frente. Os rendimentos do VRTM11 devem ficar entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota no segundo semestre de 2026. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
Portfólio do VRTM11
A carteira do fundo imobiliário VRTM11 se reparte de forma equilibrada. Os imóveis diretos formam a maior fatia, com 48,11% do patrimônio, seguidos pelos CRIs (23,99%), pelos FIIs (22,02%) e pelo caixa (5,87%).
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Na parcela de crédito, a divisão por indexador quase empata entre CDI, com 49,26%, e IPCA, com 48,45%, restando 2,29% em IGP-M. O principal papel é o CRI Fibra, atrelado ao CDI, que ocupa 6,33% da carteira, ou R$ 28,385 milhões.
Depois vêm o Terrassa, em IPCA, com 2,13% e R$ 9,562 milhões, o Gafisa II Oscar Freire, também em IPCA, com 2,02% e R$ 9,048 milhões, e o Serena Campinas, em IPCA, com 2,00% e R$ 8,963 milhões.
As taxas variam conforme o indexador. Os ativos em IPCA do FII VRTM11 têm aquisição média de 10,16%, com MTM de 12,64%, enquanto os em CDI ficam com 3,54% de aquisição e MTM de 3,09%, e a parcela em IGP-M, com 8,75% e MTM de 16,63%.
A gestão observa que a inflação positiva alimenta diretamente os recebíveis, ainda que haja defasagem de dois a três meses no repasse dos índices para a maioria dos CRIs.
Desconto elevado na bolsa
A distância entre valor patrimonial e mercado chama atenção. A cota patrimonial encerrou junho em R$ 9,42, contra R$ 7,07 da cota negociada, o que coloca o P/VP em 0,75x, um dos maiores descontos entre os fundos híbridos.
O giro diário médio foi de R$ 186 mil, e a base soma 11.765 cotistas. O caixa fechou o mês em R$ 26,3 milhões, reservados ao pipeline de ativos, a taxas provisionadas e ao pagamento dos rendimentos do VRTM11.