GGRC11 movimenta R$ 307 mi em julho e registra maior liquidez de sua história
O fundo imobiliário GGRC11 registrou, em julho, o maior volume de negociações de sua história no mercado secundário.
Ao longo do mês, foram movimentados aproximadamente R$ 307,3 milhões em cotas, refletindo o aumento da liquidez do ativo na B3.
Segundo o relatório gerencial, o fundo teve 31.374.950 cotas negociadas durante o período, com volume financeiro médio diário de cerca de R$ 13,4 milhões, o maior já alcançado pelo GGRC11 desde o início de suas operações.
A maior liquidez tende a facilitar a negociação das cotas no mercado secundário, reduzindo custos de entrada e saída para investidores e aumentando a atratividade do ativo para diferentes perfis de participantes.
O avanço também reforça a consolidação do GGRC11 entre os fundos imobiliários mais negociados da Bolsa, em um cenário de maior interesse do mercado por ativos do segmento logístico.
Últimos dividendos do GGRC11
O fundo imobiliário GGRC11 comunicou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos aos cotistas. Terão direito ao pagamento os investidores posicionados ao fim do pregão de 3 de agosto de 2026, data-base definida pela gestão. O crédito será feito em 10 de agosto de 2026.
Pelos dados do gestor, tomando como referência o preço de fechamento da cota em 31 de julho, de R$ 10,03, o valor anunciado implica um dividend yield mensal de aproximadamente 1,00%.
Os rendimentos do fundo são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observados os requisitos previstos na legislação vigente.
FII conclui aquisições de mais de R$ 510 milhões
Em junho, o fundo encerrou o mês com uma agenda intensa: quatro aquisições de galpões logísticos concluídas, assinatura de acordo para venda de imóveis, reavaliação patrimonial positiva e avanços na frente institucional. No período, o resultado somou R$ 23,37 milhões.
No conjunto, as quatro compras totalizam cerca de R$ 510 milhões e reforçam a exposição a empreendimentos logísticos de alto padrão em Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Segundo o informe, boa parte das operações foi estruturada por compensação de créditos da 11ª emissão de cotas.
Entre os ativos adquiridos está o Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões. O imóvel tem 38 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), encontra-se integralmente locado à Buiatte Transportes e Logística, operadora da Midea, e apresenta cap rate inicial estimado em 9,9% ao ano.
O fundo também concluiu a compra do galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, em Minas Gerais, por R$ 96,5 milhões. O empreendimento segue em construção, com entrega prevista para maio de 2027, e dispõe de renda mínima garantida durante o período de obras.
Além disso, houve a aquisição de uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, ativo logístico em São Paulo com perfil last mile, por R$ 121,3 milhões. O portfólio recebeu ainda um novo galpão no Polo Industrial de Camaçari (BA), por R$ 150 milhões, com cerca de 54 mil m² de ABL e renda mínima garantida por 15 meses.