VISC11 entra na carteira do Safra com aposta na recuperação dos fundos imobiliários
O cenário de juros começa a abrir espaço para uma retomada dos fundos imobiliários, na avaliação do Banco Safra. Em sua carteira recomendada para setembro, a instituição aumentou a exposição a fundos de tijolo e incluiu o Vinci Shopping Centers (VISC11) entre as opções para o mês.
A mudança ocorre em meio à perspectiva de queda dos juros ao longo da curva, após sinais mais favoráveis vindos dos indicadores de atividade econômica e inflação. Para o Safra, esse ambiente pode favorecer ativos imobiliários, especialmente aqueles que ainda apresentam potencial de valorização com a recuperação dos preços das cotas.
A inclusão do VISC11 ocorre ao lado do HSI Malls (HSML11), enquanto o banco também ampliou a exposição a fundos logísticos, como HGLG11 e BRCO11.
A leitura do Safra considera que os fundos imobiliários ainda negociam com um desconto relevante em relação ao patrimônio. Segundo o banco, o setor apresenta atualmente desconto de 10,99% sobre o valor patrimonial, enquanto o dividend yield do IFIX mantém um prêmio de 4,60 pontos percentuais em relação à NTN-B 2035.
Esse diferencial está próximo da média histórica de cinco anos, de 4,84 pontos percentuais. Na avaliação da instituição, a combinação entre desconto patrimonial e prêmio de rendimento ajuda a sustentar a tese de que os preços dos FIIs ainda podem ter espaço para recuperação.
Carteira do Safra supera o IFIX
A própria carteira Top FIIs do Safra vem apresentando desempenho superior ao índice de referência. Desde 7 de agosto, a carteira acumulava alta de 0,71%, enquanto o IFIX recuava 0,60%, uma diferença de 1,30 ponto percentual.
Em 12 meses, a carteira registrava valorização de 9,53%, contra 7,73% do IFIX. Em 36 meses, o ganho acumulado chegava a 24,71%, ante 16,87% do índice.
Carteira recomendada
- JS Real Estate (JSRE11) — 10% | Escritórios
- Kinea Oportunidades RE (KORE11) — 2,5% | Escritórios
- JS Ativos Financeiros (JSAF11) — 10% | Fundo de Fundos
- Riza Terrax (RZTR11) — 2,5% | Híbridos
- Guardian Real Estate (GARE11) — 5% | Híbridos
- Bresco Logística (BRCO11) — 3,75% | Logística
- Pátria Log (HGLG11) — 10% | Logística
- HSI Logística (HSLG11) — 2,5% | Logística
- HSI Malls (HSML11) — 2,5% | Shoppings
- Vinci Shopping Centers (VISC11) — 3,75% | Shoppings
- XP Malls (XPML11) — 2,5% | Shoppings
- Kinea Unique HY CDI (KNUQ11) — 10% | Ativos Financeiros
- Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) — 10% | Ativos Financeiros
- Pátria Crédito Imobiliário IP (PCIP11) — 5% | Ativos Financeiros
- Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) — 12,5% | Ativos Financeiros
- Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) — 7,5% | Ativos Financeiros
Desde o início da carteira, em dezembro de 2019, a valorização alcançava 45,24%, enquanto o IFIX acumulava 27,23%. Nesse período, a carteira superou o índice em 45 dos 81 meses, ou 56% das observações.
Para setembro, as mudanças também envolveram os fundos de papel. O Safra reduziu a exposição ao Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) e retirou o TRX Real Estate (TRXF11) da carteira, diminuindo a participação total de fundos de ativos financeiros de 47,5% para 45%.
Além disso, dentro dessa parcela, o banco reduziu a exposição a fundos indexados ao CDI e aumentou a participação de estratégias atreladas ao IPCA+. Com a nova composição, o dividend yield estimado da carteira para 2026 é de 11,9%