CACR11: fundo imobiliário volta a despencar mais 16,72%; veja o que está acontecendo
O fundo imobiliário CACR11 voltou a afundar na Bolsa nesta quarta-feira (27), ampliando a sequência negativa observada ao longo do mês. As cotas terminaram o pregão negociadas a R$ 27,90, o que representa uma queda de 16,72% no dia. A queda acumulada do mês de maio é de 65,7%.
O novo tombo veio após o fundo imobiliário CACR11 já ter encerrado a sessão anterior em forte baixa. Na terça-feira (26), o FII havia fechado a R$ 33,50, com recuo de 6,69% ante os R$ 36,90 registrados no pregão de segunda-feira (25).
A pressão sobre o preço da cota segue ligada às preocupações do mercado com a carteira de crédito do fundo, principalmente após a inadimplência envolvendo o CRI Helvetia, ativo que integra o portfólio do Cartesia Recebíveis Imobiliários.
A situação foi comunicada pela Bari Securitizadora, que informou que a Helvetia 5 Administradora de Imóveis deixou de honrar, em 22 de maio de 2026, o pagamento de notas comerciais relacionadas à operação do CRI Helvetia.
Com isso, a estrutura vinculada ao certificado não contou com recursos suficientes para realizar o pagamento aos investidores do CRI na data prevista, em 25 de maio. A securitizadora afirmou que continuará adotando providências para proteger os interesses dos titulares dos papéis.
De acordo com o relatório gerencial mais recente citado, o CRI Helvetia tinha saldo devedor de R$ 58,9 milhões na carteira do FII CACR11, valor equivalente a 12,7% do patrimônio líquido do fundo.
Queda do fundo imobiliário CACR11 se intensifica em maio
A baixa desta quarta-feira aprofunda um movimento de forte correção que já vinha atingindo o fundo desde o início de maio. Na semana encerrada em 8 de maio de 2026, o fundo imobiliário CACR11 acumulou perda de 59,79%, terminando aquele pregão cotado a R$ 32,70.
A maior queda diária daquele período ocorreu em 4 de maio, quando as cotas recuaram 42,2%, passando de R$ 81,33 para R$ 47,01. Depois disso, o fundo continuou pressionado: caiu 11,51% em 5 de maio, 9,01% em 6 de maio, 9,46% em 7 de maio e mais 4,58% em 8 de maio.
Esse movimento negativo ganhou força depois que o fundo comunicou que não distribuiria dividendos referentes ao resultado de abril.
Apesar de ter apurado resultado de R$ 1,24 por cota pelo regime de caixa, o CACR11 decidiu manter os valores retidos.
A decisão foi tomada em um contexto de maior cautela com os ativos da carteira. Segundo o fundo imobiliário, os recursos seriam mantidos para fortalecer a posição de caixa, conservar garantias e dar suporte aos projetos financiados, em meio a um cenário mais adverso para o crédito imobiliário.