MCCI11 projeta dividendos de até R$ 1 por cota até o fim de 2026

MCCI11 projeta dividendos de até R$ 1 por cota até o fim de 2026
Foto: Suno/Banco

O MCCI11 (FII Mauá Capital Recebíveis Imobiliários) manteve a projeção de distribuir entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota mensalmente no segundo semestre de 2026. A gestão afirmou ainda que acredita ser possível permanecer no topo dessa faixa, com rendimentos de R$ 1,00 por cota ao mês pelo menos até a distribuição referente a dezembro, que será paga aos cotistas em janeiro de 2027.

A estimativa consta no relatório gerencial de agosto. A Mauá Capital ressalta que a projeção de distribuição não representa nem deve ser interpretada como garantia de rentabilidade futura.

No pagamento referente a julho, realizado em agosto, o FII distribuiu R$ 1,00 por cota. Considerando a cotação de fechamento do mês, de R$ 94,80, o valor correspondeu a um dividend yield anualizado de 13,4%, segundo os cálculos apresentados pelo próprio MCCI11.

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Resultado abaixo do dividendo distribuído

Um dos números apresentados pela gestão para explicar a expectativa de manutenção das distribuições está na composição dos resultados. Em julho, o MCCI11 gerou resultado líquido de R$ 0,96 por cota, enquanto distribuiu R$ 1,00 por cota. Portanto, naquele mês, o rendimento pago aos investidores ficou R$ 0,04 por cota acima do resultado gerado no período.

O fundo encerrou julho com R$ 0,04 por cota em reservas acumuladas, que serão utilizadas nas distribuições dos próximos meses. Segundo a gestão, esse valor, juntamente com o fluxo de caixa esperado, permitirá, na expectativa da Mauá Capital, manter o atual patamar de distribuição mensal previsto no guidance — termo utilizado pelo mercado para uma projeção divulgada pela própria gestão.

Os números do mês mostram que o MCCI11 obteve R$ 17,5 milhões em receitas e teve aproximadamente R$ 1,3 milhão em despesas. O resultado final alcançou R$ 16,2 milhões, equivalente a R$ 0,96 por cota. No acumulado de 2026 até julho, o resultado somava R$ 111,7 milhões, ou R$ 6,58 por cota.

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MCCI11 investe mais R$ 22,3 mi em CRI

Além dos dividendos, o relatório mostrou uma nova movimentação da carteira. O MCCI11 realizou uma aquisição adicional de aproximadamente R$ 22,3 milhões do CRI Superfrio, operação que já fazia parte do portfólio. A nova compra foi realizada a uma taxa de IPCA mais 10,75% ao ano.

O CRI — Certificado de Recebíveis Imobiliários — tem como garantia a alienação fiduciária de dois galpões refrigerados localizados em Barueri, em São Paulo, e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Juntos, os imóveis possuem 21.637 metros quadrados e foram avaliados em R$ 123,5 milhões.

O LTV atual informado para a operação é de 56%. Esse indicador compara o tamanho da dívida com o valor do imóvel dado em garantia. O CRI também possui cessão fiduciária de direitos creditórios equivalente a 1,5 vez o serviço mensal da dívida.

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CRIs do MCCI11 seguem adimplentes

Outro fator destacado pela gestão é a situação dos créditos que compõem o portfólio. Segundo o relatório, 100% dos CRIs da carteira permaneciam adimplentes, e todas as parcelas referentes a agosto com vencimento até a publicação do documento haviam sido pagas.

Ao fim do período, 98% dos recursos do fundo estavam aplicados nos chamados ativos-alvo, distribuídos entre 27 CRIs e 20 fundos de CRI. Na composição geral do portfólio, os CRIs representavam 84%, enquanto outros FIIs correspondiam a 12%. Outros 2% estavam em alocação tática e 2% em caixa.

A carteira de crédito também apresentava forte concentração em títulos ligados à inflação: 95% estava indexada ao IPCA e 5% ao CDI. A marcação a mercado da parcela vinculada ao IPCA correspondia a uma taxa média de IPCA mais 9,6% ao ano.

Assim, o guidance de rendimentos do MCCI11 permanece entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota ao mês para o segundo semestre de 2026. A gestão acredita ser possível manter as distribuições no topo dessa faixa, em R$ 1,00 por cota, pelo menos até o rendimento referente a dezembro. O próprio fundo ressalta, porém, que a projeção não representa nem deve ser interpretada como garantia de rentabilidade futura.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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