Quase metade da indústria já aposta em energia limpa; SNEL11 busca aproveitar mercado
A adesão da indústria brasileira às fontes renováveis vem crescendo e reforça uma tendência que também abre espaço para empresas e veículos de investimento ligados à infraestrutura de energia.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a parcela das indústrias que buscam alternativas de fontes energéticas limpas passou de 34% em 2023 para 48% em 2024.
A energia solar e a eólica, além da biomassa, estão entre as alternativas utilizadas pelas empresas para reduzir custos, avançar em metas de descarbonização e diminuir a dependência de combustíveis fósseis.
Esse movimento acontece justamente em um momento de expansão do mercado de energia solar no Brasil. O aumento da demanda por geração renovável exige não apenas novos projetos, mas também capital para financiar a aquisição e a expansão de ativos já operacionais.
FII mira expansão em meio à maior demanda por energia renovável
O avanço das fontes renováveis na indústria ocorre em paralelo a um movimento de expansão da infraestrutura de geração de energia no país.
É nesse ambiente que o SNEL11 busca ampliar sua carteira de ativos de geração, aproveitando a crescente demanda por fontes como a solar.
A estratégia ganhou força com a nova oferta de cotas do fundo, que busca levantar recursos para financiar a expansão do portfólio e a aquisição de novos ativos.
Com mais empresas procurando alternativas para reduzir custos de energia e avançar em suas metas de descarbonização, a demanda por projetos de geração renovável tende a ganhar importância na infraestrutura energética brasileira.
Para o SNEL11, esse cenário amplia o mercado potencial para seus investimentos: além do crescimento da geração solar, a maior participação de fontes renováveis na matriz cria demanda por novas usinas e infraestrutura capaz de atender consumidores que buscam energia mais barata e de menor emissão de carbono.
O fundo já possui exposição a usinas solares e vem utilizando novas captações para aumentar sua presença no segmento. Assim, o crescimento da procura industrial por energia limpa funciona como um vetor estrutural para a expansão do mercado em que o SNEL11 está inserido, enquanto a oferta dá ao fundo recursos para buscar novas oportunidades.
SNEL11 avança para 125 mil cotistas após triplicar base em um ano
O FII SNEL11 alcançou a marca de 125 mil cotistas, reforçando o crescimento da base de investidores ao longo do último ano.
Há 12 meses, o fundo contava com 37.520 investidores. Desde então, o número avançou para 125 mil, um crescimento de aproximadamente 233,5% — ou seja, a base de cotistas mais do que triplicou no período.
O avanço significa a entrada de cerca de 87,5 mil novos investidores no fundo em um intervalo de 12 meses. O movimento ocorre em meio à expansão do interesse por ativos ligados ao setor de energia e por veículos que oferecem exposição à geração de renda no segmento.