GGRC11, VISC11, IRIM11 e SNEL11 são destaques do Bom Dia FIIs (24/8)

GGRC11, VISC11, IRIM11 e SNEL11 são destaques do Bom Dia FIIs (24/8)

Os fundos imobiliários GGRC11, VISC11, IRIM11 e SNEL11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta segunda-feira (24). Na sexta-feira (21), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.682,16 pontos, com alta de 0,95%, equivalente a um avanço de 34,68 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.647,48 pontos.

Apesar da alta desta sexta-feira, o IFIX terminou a semana em queda. Na sexta-feira anterior (14), o indicador havia encerrado aos 3.686,33 pontos. Na comparação entre os dois fechamentos semanais, houve recuo de 4,17 pontos, equivalente a 0,11%.

Em agosto, até o encerramento do pregão desta sexta-feira, o IFIX acumula queda de 3,8%. Caso o resultado negativo seja mantido até o fim do mês, agosto será o quarto mês consecutivo de queda do índice. Nos últimos três meses, a queda acumulada do índice é de 4,36%. Em seis meses, a baixa é de 4,83%. No período de 12 meses, porém, o IFIX acumula alta de 7,49%.

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GGRC11 chega a 400 mil cotistas após triplicar de tamanho; gestor vê fundo mais sólido

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IRIM11 paga dividendos de 14,20% ao ano e reforça reserva; veja os números
SNEL11 registra alta e avança 125 mil cotistas após triplicar base em um ano

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

GGRC11 chega a 400 mil cotistas após triplicar de tamanho; gestor vê fundo mais sólido

GGRC11 atravessa uma das maiores transformações de sua história. Sob gestão da Zagros Capital desde 2021/2022, o fundo acelerou o crescimento nos últimos anos, ampliou a carteira e diversificou sua exposição a imóveis e inquilinos. O movimento levou o patrimônio líquido para perto de R$ 4 bilhões e a base de investidores para a marca de 400 mil cotistas.

Para Pedro van den Berg, CEO da Zagros Capital, a expansão não representou apenas um aumento de tamanho, mas uma mudança na estrutura do fundo. Segundo ele, o GGRC11 praticamente triplicou de tamanho desde 2024, ao mesmo tempo em que passou a contar com uma carteira mais diversificada e com menor concentração de riscos.

“O cenário que a gente tem hoje é de um fundo muito sólido, um fundo grande, diversificado, com muito mais qualidade de ativos, de inquilinos, com uma baixa alavancagem, que acho que é um fator superpositivo num momento como esse. Além de ser uma alavancagem baixa, ela tem um custo médio relativamente barato quando a gente compara hoje com a NTN-B e com os custos de captação que outros fundos têm feito”, afirmou o gestor em entrevista ao Canal Vai Pelos Fundos.

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VISC11: analistas veem venda de shoppings por R$ 573 mi como positiva

O VISC11 recentemente anunciou um Memorando de Entendimentos (MoU) para a potencial venda de participações em nove shopping centers por aproximadamente R$ 573 milhões. A operação, que ainda está sujeita a condições precedentes, mas foi avaliada de forma positiva por algumas casas de análises.

Para a XP Research, a transação pode contribuir para tornar o portfólio do fundo mais eficiente e reforçar sua estrutura de caixa. O valor negociado representa um prêmio de aproximadamente 10% sobre os laudos de avaliação dos ativos envolvidos.

A casa destaca que, caso concluída, a operação poderá gerar cerca de R$ 346 milhões em caixa líquido para o VISC11 e um ganho de capital líquido estimado em R$ 1,21 por cota. Os ativos negociados representam uma parcela relevante do portfólio, e a operação faz parte de um movimento de reciclagem da carteira. A Empiricus Research também avaliou positivamente o anúncio e manteve sua recomendação de compra para as cotas do fundo. Para a casa, a venda representa mais uma etapa da estratégia de renovação do portfólio adotada pela gestão.

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IRIM11 paga dividendos de 14,20% ao ano e reforça reserva; veja os números

O fundo imobiliário IRIM11 apurou resultado em caixa de R$ 28,289 milhões em julho, segundo o relatório gerencial mais recente. O montante ficou abaixo dos R$ 34,066 milhões de junho. No mês, as receitas dos ativos somaram R$ 30,560 milhões, sendo R$ 24,227 milhões da carteira de CRIs e R$ 5,107 milhões dos FIIs, enquanto as despesas em caixa alcançaram R$ 2,271 milhões.

A distribuição foi de R$ 0,77 por cota referente a julho, ante R$ 1,18 no mês anterior, o que totalizou R$ 27,124 milhões. Sobre a cotação de fechamento de julho, os dividendos do IRIM11 representaram um dividend yield de 1,18% ao mês, ou 14,20% ao ano, com resultado distribuível de R$ 0,80 por cota.  

Segundo a gestão, o desempenho de julho já começou a refletir a desaceleração do IPCA dos meses anteriores, fator que também pode influenciar os próximos resultados. Diante disso, o fundo imobiliário IRIM11 adicionou R$ 0,03 por cota à reserva, que encerrou julho acumulada em R$ 0,31 por cota.

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SNEL11 registra alta e avança 125 mil cotistas após triplicar base em um ano

O fundo imobiliário SNEL11 registra no pregão desta sexta-feira (21) uma alta de 0,62%, a R$ 8,14, enquanto o FII alcançou a marca de 125 mil cotistas, reforçando o crescimento da base de investidores ao longo do último ano. Há 12 meses, o fundo contava com 37.520 investidores. Desde então, o número avançou para 125 mil, um crescimento de aproximadamente 233,5% — ou seja, a base de cotistas mais do que triplicou no período.

O avanço significa a entrada de cerca de 87,5 mil novos investidores no fundo em um intervalo de 12 meses. O movimento ocorre em meio à expansão do interesse por ativos ligados ao setor de energia e por veículos que oferecem exposição à geração de renda no segmento.

Na sessão desta sexta, o SNEL11 chegou a R$ 8,14, com a valorização de 0,62% no dia. A cotação, contudo, é apenas uma parte da evolução do fundo, que também vem ampliando significativamente sua presença entre os investidores pessoas físicas.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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