RBRP11: FII eleva lucro em 26% e vende conjunto de edifício no Rio
O fundo imobiliário RBRP11 apurou resultado distribuível de R$ 6,294 milhões em junho, alta de 26% sobre o mês anterior. As receitas totais somaram R$ 7,258 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 963 mil no período.
Por cota, a receita foi de R$ 0,60 e o resultado distribuível, de R$ 0,52. O número foi beneficiado por receitas não recorrentes.
Foram R$ 0,04 por cota de uma parcela da venda do imóvel João Dias, divulgada em outubro de 2023, e R$ 0,12 por cota do lucro com as cotas do HGPO11, cuja liquidação foi concluída em julho.
O rendimento anunciado ficou em R$ 0,40 por cota, mesmo valor da média dos últimos 12 meses, pago em 14 de julho de 2026.
Sobre a cotação de fechamento de R$ 47,60, os rendimentos do RBRP11 equivalem a um dividend yield mensal de 0,84%, ou 10,1% anualizado.
Considerando a cota patrimonial de R$ 79,07, o yield anualizado fica em 6,1%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
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O mês foi de forte pressão sobre a cota. O fundo imobiliário RBRP11 teve rentabilidade de -7,2% em junho e acumula -10,8% em 2026, ante alta de 13,2% desde o início, o equivalente a apenas 1,6% ao ano. No mesmo período, o IFIX marcou -1,2% no mês e o CDI bruto, 1,1%.
O patrimônio líquido encerrou junho em R$ 963,0 milhões, com cota patrimonial de R$ 79,07, enquanto o valor de mercado era de R$ 579,7 milhões, ou R$ 47,60 por cota.
A diferença deixa o fundo sendo negociado a 0,60 vez o patrimônio, um dos maiores descontos entre os fundos de lajes. O volume médio diário negociado foi de R$ 1,3 milhão.
A carteira e a vacância do RBRP11
O FII RBRP11 encerrou o mês com cerca de 76% dos ativos em imóveis, 17% em FIIs, 3% em CRIs e 4% em caixa. A carteira de fundos reúne oito posições e representa 17,2% do patrimônio.
A desvalorização das cotas do RBRL11, que sozinho equivale a 14,8% do patrimônio, pesou sobre o valor patrimonial no período. O fundo ainda tem cerca de R$ 2,4 milhões a receber pela venda do Edifício Somos.
O portfólio imobiliário tem sete edifícios em dois estados, 24 locatários e ABL total de 44.749 metros quadrados, com WALE de 5,8 anos.
A vacância física está em 24,1% e a financeira em 23,7%, indicadores ajustados após uma correção na ABL do River One e a inclusão das carências concedidas aos inquilinos no cálculo da vacância financeira.
O valor médio de mercado do portfólio é de R$ 7.740 por metro quadrado, com aluguel médio de R$ 110,09 por metro quadrado.
Em junho, o fundo RBRP11 fez reajustes em 2.184 metros quadrados de ABL, o que adicionou R$ 0,02 por cota à receita recorrente.
O River One é o principal ativo, com 57,9% do valor patrimonial dos imóveis e 65,6% da receita contratada.
Vêm depois o Celebration, com 13,4% do valor patrimonial e 18,3% da receita, o JR, com 11,7% do valor patrimonial, e o Delta Plaza, com 9,1% do valor patrimonial e 10,4% da receita. Venezuela, Mario Garnero e Castello Branco somam os 7,8% restantes do valor patrimonial.
Em 10 de julho de 2026, o fundo anunciou a venda do conjunto nº 2401 do Edifício Castello Branco, no Rio de Janeiro, por cerca de R$ 4,8 milhões. Ao fim de junho, o RBRP11 não tinha alavancagem nem obrigações ligadas à aquisição de ativos.