RBVA11 fecha contrato de 10 anos para imóvel em Jundiaí

RBVA11 fecha contrato de 10 anos para imóvel em Jundiaí
(Foto: Assessoria de Imprensa/Fotógrafos/Prefeitura Municipal de Jundiaí)

O RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) anunciou a assinatura de um contrato de locação com a Geo Cosméticos para parte do imóvel Centro Jundiaí, no interior de São Paulo.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a empresa ocupará dois pavimentos do edifício, totalizando aproximadamente 2.987,81 metros quadrados de área bruta locável (ABL), em um contrato típico com prazo de 10 anos e reajuste anual pelo IPCA.

De acordo com a gestora, a nova locação foi estruturada para que não haja período de vacância entre a saída do atual ocupante, o Santander, e a entrada da nova locatária, desde que a desocupação ocorra conforme o cronograma previsto.

O comunicado informa ainda que o contrato contém uma cláusula resolutiva vinculada à entrega do imóvel pelo Santander. Caso haja atraso na desocupação, o início da vigência da locação será automaticamente postergado.

Locação amplia participação no segmento

Segundo a Rio Bravo, a entrada da Geo Cosméticos amplia a presença do segmento de saúde e bem-estar na carteira do fundo imobiliário. Com a assinatura do contrato, essa fatia deverá representar aproximadamente 5,1% da receita contratada do RBVA11.

A operação também marca a substituição de um inquilino do setor financeiro por uma empresa de outro segmento econômico. Conforme informado pela gestora, a estrutura da operação busca evitar período de vacância entre os contratos, desde que a desocupação do imóvel pelo Santander ocorra dentro do cronograma previsto.

Embora o contrato tenha duração de uma década, a efetivação da locação depende da conclusão da saída do atual ocupante, conforme previsto no fato relevante.

Movimento sucede outras operações do RBVA11

A nova locação ocorre após uma série de operações realizadas pelo RBVA11 nos últimos meses, incluindo aquisições, alienações de imóveis e assinatura de novos contratos de locação.

Em maio, por exemplo, o fundo imobiliário concluiu a aquisição integral do imóvel ocupado pela Portobello, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo. A operação foi avaliada em R$ 81 milhões e consolidou a participação do fundo em um ativo locado por meio de contrato built to suit (BTS) com prazo de 20 anos. Nesse modelo, o imóvel é desenvolvido ou adaptado para atender às necessidades específicas do locatário, o que normalmente resulta em contratos de longo prazo.

Também neste ano, o RBVA11 anunciou a compra de três imóveis — Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia — em uma transação de aproximadamente R$ 111,6 milhões. Segundo a gestora, a operação ampliou a diversificação geográfica e setorial do portfólio, incluindo a entrada no segmento de food hall.

Na frente de reciclagem de ativos, o fundo vendeu um imóvel ocupado pela Caixa Econômica Federal na região central de São Paulo. Segundo a administradora, a operação gerou lucro líquido de aproximadamente R$ 3,6 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,02 por cota.

Locações reduziram a vacância do fundo

A busca por novos ocupantes tem marcado as recentes divulgações do RBVA11.

Recentemente, o fundo assinou contratos de locação de 20 anos com a rede Ultra Academia para dois imóveis localizados na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, em São Paulo. Segundo a gestora, as operações reduziram a vacância física do portfólio de 8,2% para 6,5%.

Pouco depois, o fundo também anunciou novas locações para imóveis em Santos e no bairro do Bom Retiro, ambos destinados à operação da M3 Storage.

Agora, a locação do imóvel de Jundiaí sucede essas operações e, segundo a gestora, foi estruturada para que não haja período de vacância entre a saída do Santander e a entrada da nova locatária, observadas as condições previstas no contrato.

No encerramento do comunicado, a gestora do RBVA11 reforça que a efetivação da nova locação permanece condicionada à entrega do imóvel pelo atual ocupante, o Santander. Caso a desocupação ocorra conforme o cronograma previsto, a operação foi estruturada para que não haja período de vacância entre os contratos.

Transações recentes do RBVA11

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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