RCRB11 lucra R$ 10,9 mi com venda de participação em edifício da Paulista

RCRB11 lucra R$ 10,9 mi com venda de participação em edifício da Paulista
RCRB11 lucra R$ 10,9 mi com venda de participação em edifício da Paulista (Foto: RCRB11/Reprodução)

O RCRB11 (Rio Bravo Renda Corporativa Fundo de Investimento Imobiliário) concluiu a venda de sua participação integral no edifício Parque Cultural Paulista, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

A operação foi formalizada por meio da assinatura do Compromisso de Venda e Compra (CVC), após o exercício do direito de preferência pelo locatário do imóvel, encerrando um processo iniciado no fim de maio e atualizado no final de junho. O valor da transação foi de R$ 77,1 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 15.313 por metro quadrado.

Segundo o fato relevante divulgado pela gestão, a operação resultará em lucro estimado de R$ 10,9 milhões, correspondente a cerca de R$ 2,96 por cota, além de ter sido fechada por um preço 15% superior ao valor apontado no laudo de avaliação mais recente.

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O pagamento será realizado integralmente em dinheiro. Metade do valor foi quitada à vista na assinatura do contrato, enquanto os 50% restantes serão pagos de forma parcelada, conforme previsto no compromisso firmado entre as partes.

RCRB11 iniciou processo em maio

A conclusão da venda representa o desfecho de uma negociação anunciada inicialmente em maio, quando o fundo imobiliário informou ter firmado um compromisso para alienar sua participação no imóvel por R$ 77,1 milhões. Na ocasião, a gestão destacou que a operação estava alinhada à estratégia de reciclagem do portfólio, buscando realizar ganhos em ativos considerados maduros e direcionar recursos para novas oportunidades de investimento.

Pouco mais de um mês depois, o processo sofreu uma mudança quando o locatário do Parque Cultural Paulista exerceu o direito de preferência previsto em contrato. Esse mecanismo garante ao ocupante prioridade para adquirir o imóvel nas mesmas condições oferecidas por terceiros. Com isso, a negociação passou a ser conduzida com o inquilino, preservando os valores e as demais condições originalmente acertadas.

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Agora, com a assinatura definitiva do contrato de compra e venda, o RCRB11 conclui formalmente a alienação do ativo.

Por que a venda é relevante para o FII

Segundo a gestão, a operação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do RCRB11. O objetivo é reduzir a exposição a imóveis em que o fundo possui participação minoritária e limitada influência sobre as decisões condominiais, concentrando investimentos em edifícios inteiros ou em posições mais relevantes dentro dos empreendimentos.

Na avaliação apresentada pela administradora, essa estratégia permite maior capacidade de gestão sobre os ativos e amplia a flexibilidade para futuras expansões de participação em imóveis considerados estratégicos. O fundo também afirma que a venda fortalece a posição de caixa, criando espaço para realocação dos recursos em ativos aderentes à sua política de investimentos.

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O comunicado informa ainda que a operação apresentou taxa interna de retorno (TIR) anual de aproximadamente 9,7% e 10%, refletindo o fato de os conjuntos vendidos terem sido adquiridos em momentos diferentes.

Fundo vem reposicionando portfólio

A venda ocorre em um momento de movimentação do portfólio do RCRB11. Em abril, o fundo anunciou uma nova locação no JK Financial Center, também em São Paulo, estimando incremento de aproximadamente R$ 0,05 por cota na receita anualizada gerada pelo empreendimento. A negociação reduziu espaços vagos no edifício e reforçou a geração recorrente de receitas do fundo.

Já em junho, outro imóvel do portfólio ganhou destaque após registrar crescimento expressivo na receita de locação, impulsionado pela revisão contratual dos aluguéis e pela melhora da ocupação, movimento que reforçou a evolução operacional de parte dos ativos do fundo.

Com a conclusão da venda do Parque Cultural Paulista, o RCRB11 passa a contar com recursos adicionais para novas alocações, enquanto mantém sua estratégia declarada de reciclar ativos maduros e concentrar investimentos em imóveis nos quais possa exercer maior influência sobre a gestão patrimonial. Até o momento, a administradora não anunciou quais ativos poderão receber os recursos provenientes da operação.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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