RECT11 anuncia novos dividendos com retorno de 1,34%; veja quem recebe
O fundo imobiliário RECT11 anunciou uma nova distribuição de R$ 0,45 por cota aos cotistas, referente aos resultados de agosto de 2026.
Têm direito aos rendimentos do RECT11 os investidores posicionados no fundo ao término do pregão de 8 de setembro de 2026, data de corte definida pelo fundo, com o depósito programado para 15 de setembro.
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Considerando a cotação de R$ 33,58, os dividendos do RECT11 correspondem a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,34%.
Assim, um investidor com 100 cotas na data de corte receberá R$ 45,00, e uma posição de 1.000 cotas renderá R$ 450,00.
As movimentações de locação no RECT11
O fundo imobiliário RECT11 encerrou agosto de 2026 com 84,7 mil metros quadrados de área bruta locável distribuídos entre sete imóveis comerciais.
A ocupação do portfólio ficou em 92,8%, ante 7,2% de áreas vagas, e cinco ativos apresentavam ocupação integral ou superior a 94%, considerando a ocupação temporária no Evolution Corporate.
Uma das principais atualizações ocorreu no Parque Ana Costa, em Santos. O fundo renovou por cinco anos o contrato da Hapag Lloyd referente ao 14º e ao 15º pavimentos da Torre B, que somam 1.655,20 metros quadrados, com o novo período começando em 22 de agosto de 2026.
Em sentido contrário, o Banco Digio notificou o FII RECT11 sobre a intenção de deixar quatro conjuntos do 7º andar do Evolution Corporate, em Alphaville, correspondentes a 1.675,44 metros quadrados, em comunicação divulgada em fato relevante de 20 de agosto.
O cancelamento da venda e a vacância do RECT11
O relatório também incluiu um evento posterior ao fechamento do mês. Em 4 de setembro, foi desfeita a venda do imóvel da Avenida Europa, 884, em São Paulo, após o comprador não cumprir uma obrigação contratual. Com isso, o ativo, de 1.962,60 metros quadrados, permanece no portfólio e segue locado.
Segundo o fundo, considerando essa reversão e a eventual concretização das devoluções em andamento, a vacância do fundo RECT11 poderá chegar a 11,40%.
Em paralelo à gestão das locações, o fundo mantém a estratégia de negociar imóveis do portfólio para administrar os passivos, com a intenção de vender por valores alinhados aos laudos de avaliação de dezembro de 2025.
Até as informações mais recentes, essa frente já havia resultado em operações envolvendo Parque Ana Costa, Canopus Corporate e Torre Rio Claro na Cidade Matarazzo.
No fechamento de agosto, os imóveis representavam 86,1% dos ativos, e os valores a receber por vendas de propriedades, 12%.
As obrigações por aquisição de imóveis somavam R$ 141,8 milhões, vinculadas ao Barra da Tijuca Corporate e ao Evolution Corporate, sendo que, a partir de agosto, o financiamento do primeiro ativo voltou ao fluxo regular de pagamentos pela tabela Price no RECT11.