VIUR11 tem lucro, mas prevê ficar sem dividendos até dezembro

VIUR11 tem lucro, mas prevê ficar sem dividendos até dezembro
VIUR11 tem lucro, mas prevê ficar sem dividendos até dezembro (Foto: Facamp/Reprodução)

O fundo imobiliário VIUR11 (Vinci Imóveis Urbanos FII) estima permanecer sem distribuir rendimentos aos cotistas até dezembro, mesmo depois de registrar resultado positivo em agosto. A estimativa foi reiterada pela gestão no relatório mensal do fundo e, segundo o documento, segue o que havia sido informado em fato relevante publicado em 11 de dezembro de 2025.

Em agosto, o FII apurou resultado de R$ 330 mil, equivalente a R$ 0,012 por cota. Apesar do resultado positivo no mês, não houve distribuição de rendimentos. O relatório gerencial também mostra que o resultado acumulado não distribuído encerrou agosto negativo em R$ 50,408 milhões, ou R$ 1,871 por cota.

Os números mostram a diferença entre o resultado registrado em um mês específico e a posição acumulada do fundo imobiliário. O relatório, porém, não atribui diretamente a estimativa de ausência de rendimentos até dezembro ao saldo acumulado negativo. Ao tratar da projeção de rendimentos, a gestão remete ao fato relevante divulgado em dezembro de 2025.

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De onde veio o resultado em agosto?

A receita dos imóveis chegou a R$ 587 mil no período. Esse montante inclui o aluguel mensal pago pela Facamp e o recebimento da segunda parcela de um acordo para o pagamento de aluguéis que estavam em atraso.

O resultado financeiro, por sua vez, alcançou R$ 248 mil e foi gerado pelos rendimentos das aplicações do caixa do fundo. Depois de despesas como taxa de administração e outras receitas e despesas, o resultado recorrente ficou nos R$ 330 mil informados pela gestão.

O patrimônio líquido do VIUR11 era de R$ 97,1 milhões no encerramento de agosto. Desse total, R$ 63,4 milhões estavam aplicados em fundos referenciados DI com liquidez imediata, enquanto as participações em ativos imobiliários somavam R$ 37,3 milhões. O fundo também possuía R$ 2,3 milhões em obrigações relacionadas a aquisições de imóveis a prazo.

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As aplicações financeiras representam, portanto, uma parcela relevante da composição patrimonial apresentada pelo fundo. No mês, os rendimentos dessas aplicações contribuíram para o resultado financeiro de R$ 248 mil.

VIUR11 tem apenas um imóvel no portfólio

O portfólio imobiliário do VIUR11 está atualmente concentrado em um único ativo, ocupado pela Facamp, em Campinas, no interior de São Paulo. O imóvel possui aproximadamente 12,1 mil metros quadrados de área bruta locável própria e estava com taxa de ocupação de 100% ao final de agosto.

A concentração também aparece na receita: 100% da receita própria de aluguel do portfólio vem da Facamp, instituição do segmento de educação. O contrato é classificado pelo fundo como atípico e tem vencimento em 2033. O prazo médio remanescente do contrato informado pelo fundo é de 6,9 anos.

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Assim, toda a receita própria de aluguel apresentada pelo portfólio está vinculada ao mesmo imóvel e ao mesmo locatário.

Cota do fundo subiu em agosto

Mesmo sem distribuição de rendimentos no mês, a cota ajustada do VIUR11 encerrou agosto avaliada a R$ 2,29 na B3, com variação bruta positiva de 2,2% no período. No mesmo mês, o IFIX, índice que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários negociados em Bolsa, recuou 1,5%. Segundo os cálculos apresentados pela gestão, a rentabilidade bruta do fundo ficou 3,7 pontos percentuais acima do índice em agosto.

Em horizontes mais longos, o relatório informa variação bruta de -62,4% da cota em 2026 até agosto e de -77,1% desde a primeira emissão de cotas, realizada em maio de 2021. Esses percentuais consideram a variação da cota, enquanto a tabela apresentada pela gestora informa separadamente os rendimentos e outros eventos ocorridos nesses períodos.

Em relação aos rendimentos, a indicação oficial permanece inalterada: a gestão do VIUR11 estima que não haverá distribuição até dezembro de 2026.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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