VGIP11 tem maior lucro em 4 meses e FII recebe valor milionário em amortização; saiba quanto
O fundo imobiliário VGIP11 registrou em março um resultado de R$ 8,672 milhões, maior nível apurado nos últimos quatro meses.
O resultado foi construído sobre uma receita de R$ 9,541 milhões, enquanto a linha de despesas do VGIP11 ficou em R$ 869,59 mil.
No mesmo mês, o fundo recebeu R$ 6,5 milhões em amortizações, entre pagamentos ordinários e extraordinários, com destaque para os recebimentos parciais de R$ 2,7 milhões do CRI Mabu 204S e de R$ 1,5 milhão do CRI CashMe 31E Sênior.
A gestão do FII VGIP11 direcionou R$ 2,1 milhões para ampliar exposição em duas posições já conhecidas do portfólio, que são os CRIs Roc Panamby 3S e Projetos Residenciais SP 1S.
Em abril, esse reforço em operações existentes ganhou ainda mais intensidade, com novos aportes que totalizaram R$ 13,1 milhões em dois ativos da própria carteira.
Ao fim de março, 95,8% do patrimônio líquido do fundo imobiliário VGIP11 estava aplicado em CRIs, distribuídos em 50 operações, somando R$ 1,02 bilhão investido.
A fatia remanescente dos recursos permaneceu alocada em instrumentos de caixa, preservando flexibilidade para novas alocações e também para liquidez.
Quais foram os dividendos do VGIP11?
A partir do resultado alcançado, o cotista recebeu R$ 0,73 por cota em dividendo sdo VGIP11 referentes ao desempenho de março de 2026.
Segundo a gestão, esse patamar correspondeu a uma rentabilidade líquida equivalente a IPCA + 5,6% ao ano, tomando como referência o valor patrimonial da cota de fevereiro.
Além do rendimento já pago, o fundo VGIP11 terminou março com R$ 0,33 por cota em ganhos acumulados de correção monetária pelo IPCA ainda não convertidos em caixa, valor que deverá ser incorporado às distribuições futuras quando efetivamente realizado.
Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou distribuição de R$ 11,07 por cota, montante equivalente a um retorno de IPCA + 8,4% ao ano com base na cota patrimonial.
Esse cálculo considera a mesma lógica de defasagem de dois meses utilizada pela maior parte dos CRIs da carteira, indexados ao chamado IPCA M-2, mecanismo que influencia diretamente a dinâmica de reconhecimento de receitas do portfólio.
Já do lado patrimonial, março trouxe pressão de mercado sobre a marcação dos ativos. A cota patrimonial sofreu redução de R$ 0,31 no período, diante da abertura das taxas reais das NTN-B ao longo do mês, movimento que impactou a precificação dos papéis indexados à inflação.
Ainda assim, a gestão do VGIP11 afirma que a carteira segue em condição saudável, destacando que todos os CRIs permanecem adimplentes após o acompanhamento contínuo dos ativos.