CACR11 despenca; IFIX recua aos 3,9 mil pontos e fecha segunda-feira em queda
O IFIX encerrou o pregão desta segunda-feira (4) em 3.903,53 pontos, com queda de 0,67%, o equivalente a 26,38 pontos em relação ao fechamento anterior.
Durante o pregão, o índice de fundos imobiliários atingiu máxima de 3.936,03 pontos e mínima de 3.901,10 pontos. A abertura foi em 3.929,92 pontos, próxima ao fechamento da sessão anterior, de 3.929,91 pontos.
Ao longo do dia, o índice apresentou variação negativa, conforme observado no comportamento intradiário. O nível atual permanece abaixo da máxima de 52 semanas, de 3.944,38 pontos.
MXRF11 lidera negócios
Entre os fundos imobiliários mais negociados do dia, o MXRF11 registrou volume de 2,94 milhões e queda de 1,02%. Na sequência, o CPTS11 movimentou 2,39 milhões, com recuo de 0,88%. Já o GARE11 teve 2,23 milhões negociados e caiu 0,68%.
Fechando a lista dos cinco FIIs mais negociados no dia, o VGHF11 registrou volume de 1,75 milhão e recuo de 5,65%, enquanto o GGRC11 movimentou 1,32 milhão, com baixa de 0,68%.
Altas e baixas entre os FIIs
O JSCR11 liderou as altas do dia, com valorização de 4,13%, encerrando o pregão cotado a R$ 8,60. Na sequência, o AZPL11 subiu 1,38%, com fechamento a R$ 7,70.
Entre as maiores quedas, o CACR11 registrou variação negativa de 42,20%, sendo negociado a R$ 47,01. Já o TGAR11 apresentou recuo de 5,70%, com preço de fechamento em R$ 63,70.
O tombo do CACR11
A forte queda de CACR11 foi provocada por um evento específico divulgado ao mercado: o fundo informou que não realizará o pagamento de dividendos referentes ao mês de abril. A decisão levou a uma reação negativa imediata dos investidores, com as cotas passando de R$ 81,33 no fechamento anterior para R$ 47,01, o que representa uma desvalorização de 42,2% no período.
Em fundos imobiliários, a suspensão ou retenção de rendimentos costuma impactar diretamente o preço, já que a distribuição periódica de proventos é um dos principais atrativos desse tipo de ativo.
Reforço de caixa
Segundo a gestora do fundo, a retenção dos recursos foi adotada para reforçar o caixa e garantir a continuidade dos projetos financiados pela carteira, em um cenário considerado desafiador para o setor imobiliário e de crédito.
A decisão ocorre em meio a pressões como juros elevados, aumento de custos e atrasos operacionais em empreendimentos, fatores que levaram ao adiamento de entradas de recursos e à necessidade de preservação de capital. A gestora afirma que não houve deterioração da qualidade dos ativos, mas o mercado reagiu à ausência de distribuição no curto prazo, refletindo o impacto imediato na cotação.