RBRR11 vê lucro disparar 39%; descubra o que gerou esse aumento
O fundo imobiliário RBRR11 registrou forte avanço no resultado distribuível de abril, encerrando o mês com lucro de R$ 16,529 milhões.
O montante ficou 39% acima do desempenho observado em março, refletindo tanto eventos extraordinários quanto movimentações realizadas pela gestão ao longo do período.
As receitas do fundo imobiliário RBRR11 somaram R$ 28,164 milhões em abril, enquanto as despesas totais ficaram em R$ 1,218 milhão. Com isso, o resultado distribuível alcançou R$ 1,01 por cota.
O número foi impactado pelo resgate antecipado do CRI HDEL e também pelo efeito positivo das vendas de CRIs realizadas durante o mês.
Apesar do resultado por cota superior, a distribuição anunciada pelo RBRR11 foi de R$ 0,90 por cota, com pagamento previsto para 19 de maio.
A diferença entre o resultado gerado e o valor distribuído contribuiu para o reforço da reserva acumulada, que passou de R$ 0,20 por cota em março para R$ 0,31 por cota ao fim de abril.
A carteira do FII RBRR11 encerrou o mês com 102,0% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo. A maior parte da exposição está concentrada em CRIs e operações estruturadas, que representam 99,4% do patrimônio.
Esses ativos apresentam rentabilidade média ponderada de 15,2% ao ano, equivalente a IPCA + 9,2% ao ano, com prazo médio de 4,1 anos e spread médio de 1,2% ao ano.
Os FIIs representam uma parcela menor da carteira, equivalente a 2,6% do patrimônio líquido. Além disso, o RBRR11 mantinha 1,5% em caixa e 3,5% em operações compromissadas reversas ao final de abril.
Na composição da carteira de crédito, o fundo RBRR11 contava com 103 CRIs e operações estruturadas. A indexação segue amplamente concentrada ao IPCA, responsável por 99% dos ativos, com remuneração média de IPCA + 9,2% ao ano.
A fatia atrelada ao IGP-M corresponde a 1% da carteira, com taxa de IGP-M + 9,0% ao ano, enquanto a exposição ao CDI é de 0,01%, remunerada a CDI + 3,7% ao ano.
A distribuição setorial mostra predominância dos segmentos residencial, logístico e corporativo. O residencial responde por 43,1% do portfólio, seguido pelo logístico, com 33,2%, e pelo corporativo, com 22,1%. Juntos, esses três segmentos representam mais de 98% da carteira.
Do ponto de vista geográfico, São Paulo segue como principal concentração do RBRR11, com 66,4% da alocação. O Espírito Santo aparece em seguida, com 7,4%. As demais posições estão pulverizadas e somam 22,3% da carteira.
Movimentações da carteira do fundo imobiliário RBRR11
No mês, a gestão também realizou uma série de vendas. Foram vendidas integralmente as posições nos CRIs Cone Refri, CB I Meza, Plano, Plano Subordinada e Wimo. As operações totalizaram R$ 28 milhões e geraram resultado consolidado de R$ 0,01 por cota.
Além dessas vendas, o fundo reduziu em R$ 10 milhões a exposição ao CRI Pátio Malzoni. Também houve diminuição de R$ 1 milhão na posição do CRI Bem Brasil e de R$ 1 milhão na alocação no FII FLCR11.
Segundo a estratégia da gestão, esse movimento está alinhado à redução da exposição do portfólio a fundos imobiliários.
Outro evento relevante foi o resgate antecipado do CRI HDEL, no volume de R$ 1,1 milhão. A operação gerou impacto negativo de R$ 0,03 por cota, já que a correção monetária desse ativo havia sido reconhecida em períodos anteriores.
Na frente de alavancagem, o RBRR11 terminou abril com R$ 53 milhões em compromissadas reversas. Esse saldo equivale a 3,5% do patrimônio líquido e teve impacto de R$ 0,07 por cota no resultado do mês. O patamar representa uma redução importante em relação a março, quando a alavancagem estava em 7,7%.