VISC11 acaba de anunciar novos dividendos; saiba o valor e quem recebe
O fundo imobiliário VISC11 vai distribuir R$ 0,84 por cota em dividendos pela competência de junho de 2026, valor que se repete desde fevereiro.
A distribuição do VISC11 cai em 14 de julho de 2026, e para receber é preciso ter cotas até o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, data-base da distribuição.
Sobre a cotação de fechamento de junho, de R$ 105,62, os rendimentos do VISC11 rendem um dividend yield mensal aproximado de 0,79%, livre de Imposto de Renda para pessoas físicas que cumpram as condições da legislação.
No mês de maio, o fundo gerou R$ 21,978 milhões, ou R$ 0,76 por cota, e distribuiu R$ 0,84, valor acima do resultado. As remessas dos shoppings, porém, foram bem maiores, R$ 29,58 milhões, o equivalente a R$ 1,03 por cota.
O fundo imobiliário VISC11 terminou maio com R$ 24,461 milhões de resultado acumulado não distribuído, ou R$ 0,85 por cota.
Somando os R$ 10,00 milhões acumulados no Shopping Paralela FII, integralmente detido pelo fundo, que equivalem a R$ 0,35 por cota, a reserva total chega a R$ 1,20 por cota.
Para o restante do ano, a gestão projeta distribuição entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026.
Desempenho operacional e carteira do VISC11
Os shoppings da carteira cresceram 8,9% no NOI caixa por metro quadrado e 8,7% nas vendas por metro quadrado ante o mesmo período do ano anterior. As vendas por metro quadrado chegaram a R$ 1.413, e o NOI caixa por metro quadrado em abril foi de R$ 101.
As vendas das mesmas lojas (SSS) recuaram 0,1% na comparação anual, enquanto o aluguel das mesmas lojas (SSR) subiu 3,9%.
Desconto e inadimplência líquida fecharam em 2,0% e 2,1%, com a inadimplência recuando 0,5 ponto percentual em um ano. A ocupação do FII VISC11 ficou em 94,3% em abril, mesmo nível do ano anterior.
A carteira reúne participações em 32 shoppings em 15 estados e no Distrito Federal, sob gestão de 11 administradoras, somando 301 mil metros quadrados de ABL própria.
O patrimônio líquido do fundo VISC11 era de R$ 3,3 bilhões ao fim de maio, com participações em shoppings totalizando R$ 4,3 bilhões.
As aplicações financeiras somavam R$ 162,0 milhões, sendo R$ 155,9 milhões em títulos públicos e fundos referenciados DI de liquidez imediata e R$ 6,1 milhões em cotas de outros FIIs.
O fundo carrega obrigações de aquisições anteriores no total de R$ 1.072,3 milhões, considerando as parcelas a pagar do Shopping Paralela FII e do BH Shopping. Descontadas as aplicações financeiras, essas obrigações líquidas somam R$ 910,4 milhões, e a projeção de despesas para 2026 é de cerca de R$ 141,5 milhões.
No mercado, o VISC11 encerrou maio com 350.230 cotistas e valor de mercado aproximado de R$ 3,1 bilhões. O volume médio diário negociado na B3 foi de R$ 10,9 milhões, giro equivalente a 7% das cotas do fundo.