HGBS11: fundo imobiliário lucra mais de R$ 20,6 milhões; confira indicadores do mês
O fundo imobiliário HGBS11 apurou resultado de R$ 20,624 milhões em junho, valor abaixo do registrado no mês anterior.
O desempenho foi sustentado por uma receita imobiliária de R$ 25,788 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 6,206 milhões no período.
Por cota, o resultado do mês foi de R$ 0,143. A distribuição, porém, ficou em R$ 0,170 por cota, paga em 14 de julho de 2026 aos detentores de cotas em 30 de junho.
Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
O que pesou no resultado do HGBS11
O recuo do mês contrasta com uma operação relevante anunciada em maio. Em 19 de maio de 2026, a Hedge DTVM comunicou a conclusão da venda de 18,375% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo, por R$ 63,400 milhões, com pagamento em cinco parcelas.
A transação gerará um lucro não recorrente de aproximadamente R$ 47,979 milhões para o fundo imobiliário HGBS11.
No campo operacional, as vendas dos shoppings somaram R$ 1.501 por metro quadrado em maio, alta de 8,6% ante maio de 2025, com crescimento de 4,4% no acumulado do ano.
A vacância fechou o mês em 4,7% da ABL, ante 4,8% em abril e no mesmo mês de 2025. O NOI por metro quadrado foi de R$ 87,9, com avanço de 0,3% na comparação anual e alta acumulada de 6,0% em 2026.
A alavancagem e as aquisições do HGBS11
A dívida do fundo é formada por CRIs estruturados ao longo dos anos para compras estratégicas.
O CRI HGBS I foi emitido em junho de 2023 para a primeira aquisição de participação no Shopping Jardim Sul, de 40%.
Os CRIs HGBS II e Habitasec entraram em dezembro de 2024 para a compra de 25% do Shopping Jaraguá Araraquara.
Já o CRI PSC foi levantado em dezembro de 2025 para adquirir 20% do ParkShopping São Caetano, enquanto os CRIs Bauru I e Bauru II saíram em janeiro de 2026 para a compra de 35% do Boulevard Shopping Bauru.
Composição da carteira do HGBS11
O FII HGBS11 encerrou o mês com participação em 19 shopping centers, distribuídos por 14 cidades e cinco estados. São 14 ativos detidos de forma direta, quatro por meio de cotas de outros FIIs, entre HPDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11, e um em estrutura mista, direta e via WPLZ11.
Os shoppings representam 96,9% da carteira, e em sete deles o fundo tem participação majoritária, o equivalente a 48% do valor investido em ativos estratégicos.
Por classe de ativo, os imóveis somam 72,8% da carteira, seguidos pelos FIIs (24,1%), FIIs líquidos (1,0%), CRIs e LCIs (1,9%) e fundos de renda fixa (0,2%).
Entre os operadores, a ALLOS lidera com 32%, à frente de AD Shopping (17%), Ancar (14%), Soul Malls (12%), WE9 (10%) e Multiplan (7%), com fatias menores de Plena Malls (3%), SYN (2%), Partage (2%) e Alqia (1%).
Entre os principais ativos, o Parque D. Pedro responde por 18% da carteira do fundo HGBS11, com participação de 22,0%, ABL de 126.323 metros quadrados e vacância de 1,6%. Suas vendas foram de R$ 1.626 por metro quadrado, alta de 5,0% em um ano, e o NOI de R$ 140,2 por metro quadrado.
O Jardim Sul aparece com 14% da carteira do HGBS11, participação de 80,0%, ABL de 28.748 metros quadrados e vacância de 3,2%, com vendas de R$ 2.406 por metro quadrado e NOI de R$ 142,9 por metro quadrado.