CPTS11 paga dividendos de 125,9% do CDI e eleva lucro em 14,4%; veja valores

CPTS11 paga dividendos de 125,9% do CDI e eleva lucro em 14,4%; veja valores
CPTS11 paga dividendos de 125,9% do CDI e eleva lucro em 14,4%. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário CPTS11 apurou resultado de R$ 36,879 milhões em junho, alta de 14,4% sobre o mês anterior, mais de R$ 4 milhões acima do registrado em maio. As receitas totais somaram R$ 48,072 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 11,193 milhões no período.

O rendimento distribuído pela competência de junho foi de R$ 0,090 por cota, pago em 21 de julho de 2026. O resultado gerado no mês foi de R$ 0,101 por cota, o que deixou o fundo com R$ 0,01 por cota de resultado acumulado. Esse dividendo equivale a 125,9% do CDI líquido em relação à cota de mercado.

Sobre a cotação de fechamento de R$ 7,51, os rendimentos do CPTS11 representam um dividend yield anualizado de 15,37%. Para os próximos meses, a gestão projeta distribuições em torno de R$ 0,09 por cota, com cenário otimista de R$ 0,10, o que levaria o yield a 17,20% ao ano, e pessimista de R$ 0,08, ou 13,56% ao ano. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.

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A carteira do CPTS11 em junho

O portfólio do fundo imobiliário CPTS11 é formado por FIIs, que ocupam 63,4%, seguidos pelos CRIs (21,4%), pelas operações de carrego (8,5%) e pela liquidez (6,8%). A taxa líquida da carteira ficou em IPCA + 11,78% ao ano, ante 11,98% no mês anterior.

A carteira de crédito reúne dez CRIs, todos indexados ao IPCA, adquiridos a IPCA + 6,31% e marcados a mercado em IPCA + 8,98%. Esse bloco tem duration média de 4,5 anos, spread médio de 0,92%, taxa nominal média de 15,16% e LTV médio de 57,61%. Do total, 95% dos devedores são listados e todos os ativos estão adimplentes. Por setor, a concentração está em shopping (43,9%), renda urbana (38,7%) e lajes corporativas (17,4%).

Já a carteira de fundos do FII CPTS11 reúne 84 FIIs, sendo 81,2% de tijolo e 18,8% de papel, negociados a 1,0 vez o valor patrimonial. Os principais segmentos são shoppings (23,3%), logística (21,4%), FOF (16,1%), renda urbana (14,9%) e lajes corporativas (14,8%). As maiores posições individuais são CPOP (8,3%), GSFI (6,1%) e VXXV (5,5%).

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No mês, o fundo comprou R$ 1,37 milhão em CRIs, a uma taxa média de IPCA + 8,70%, e vendeu R$ 35 milhões em CRIs, a IPCA + 8,73%. A TIR média dos fundos Capitânia dentro do fundo CPTS11 foi de 13,5% ao ano, acima dos 11,5% do IFIX e dos 8,7% do IMA-B no período.

Desconto e desempenho do CPTS11 na bolsa

O valor de mercado do fundo somou R$ 2,73 bilhões, ou R$ 7,51 por cota, enquanto o valor patrimonial alcançou R$ 3,14 bilhões, ou R$ 8,65 por cota. A diferença deixa o fundo sendo negociado a 0,87 vez o patrimônio.

A base cresceu para 392.504 cotistas, alta de 2,78% no mês, e o volume total negociado foi de R$ 178,095 milhões, com média diária de R$ 8,5 milhões e presença em 100% dos pregões.

Desde o início, o CPTS11 acumula retorno de 228,9% pelo valor de mercado, ou 10,6% ao ano, e de 267,7% pela cota patrimonial, ou 11,6% ao ano, à frente do CDI, do CDI líquido e do IFIX no mesmo período.

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