VGIP11: FII reduz dividendos, mas retorno mensal chega a 1,36%; saiba quanto
O fundo imobiliário VGIP11 definiu em R$ 1,06 por cota os dividendos referentes a julho de 2026. O pagamento aos cotistas será feito em 19 de agosto de 2026, conforme o comunicado do fundo.
A distribuição alcança os investidores que mantinham cotas ao término do pregão de 12 de agosto de 2026, data considerada para identificar os beneficiários. Desde a sessão desta quinta-feira (13), os papéis passaram a ser negociados sem direito ao provento.
Sobre o preço de fechamento de julho, de R$ 78,20 por cota, os dividendos do VGIP11 correspondem a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,36%.
Para pessoas físicas, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridos os requisitos da legislação.
A carteira de CRIs do VGIP11
As informações mais recentes, referentes ao fim de junho de 2026, mostram o fundo imobiliário VGIP11 com 97,0% do patrimônio líquido em certificados de recebíveis imobiliários.
O portfólio reunia 49 operações de CRI, que somavam cerca de R$ 1,019 bilhão, com o restante em instrumentos de caixa.
Entre as movimentações de junho, o fundo destinou mais R$ 601 mil ao CRI Projetos Residenciais SP 1S, operação que já integrava a carteira.
No mesmo período, recebeu R$ 7,8 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias, com destaque para a liquidação integral do CRI GPA 79S, de R$ 4,2 milhões.
O relatório também trouxe movimentações posteriores. Em julho, o FII VGIP11 fez novos investimentos que somaram R$ 20,6 milhões, distribuídos entre três CRIs, sendo um já presente no portfólio, sem que o documento detalhasse os demais ativos.
A diversificação setorial do VGIP11
No fechamento de junho, a carteira seguia distribuída por diferentes segmentos. A maior participação era do setor de shopping, com 25,9% da carteira de CRIs, seguido pelas operações pulverizadas (19,2%), pelo residencial (18,0%) e pelo logístico (14,2%).
As operações de built to suit respondiam por 11,1%, e o portfólio ainda tinha exposição a infraestrutura, escritórios, hospitais e hotéis.
A estratégia do fundo VGIP11 se destaca pela alta exposição à inflação. Ao fim de junho, 99,4% da carteira de CRIs estava indexada ao IPCA, ante apenas 0,6% em IGP-M.
A gestão mantém a elevada alocação em CRIs, mas preserva liquidez para novos investimentos diante de oportunidades atrativas.
Todas as operações de CRI estavam adimplentes no fechamento de junho. Segundo a gestão, a carteira permanecia saudável, com acompanhamento contínuo das operações que compõem o portfólio do VGIP11.