CPTS11, PMLL11, BRCO11 e SNAG11 são destaques do Bom Dia FIIs (31/7)

CPTS11, PMLL11, BRCO11 e SNAG11 são destaques do Bom Dia FIIs (31/7)
CPTS11, PMLL11, BRCO11 e SNAG11 são destaques do Bom Dia FIIs (31/7) (Foto: Pexels/David Le)

Os fundos imobiliários CPTS11, PMLL11, BRCO11 e SNAG11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta sexta-feira (31). Na quinta-feira (30), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.806,26 pontos, com alta de 8,93 pontos, equivalente a 0,24% em relação ao fechamento anterior. 

Entre os FIIs mais negociados do pregão, o MXRF11 (Maxi Renda) negociou 1,14 milhão de cotas e recuou 0,31%. Na sequência apareceram o GGRC11 (GGR Covepi Renda), com volume de 923,89 mil cotas negociadas e alta de 0,81%; e o GARE11 (Guardian Real Estate), com 908,82 mil cotas e avanço de 0,49%.

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CPTS11 paga dividendos de 125,9% do CDI e eleva lucro em 14,4%; veja valores
PMLL11 anuncia venda milionária 27% acima do investido; confira o ganho
BRCO11: raio-x do FII de galpões premium; veja vacância, inquilinos e dividendos
Falta de silos custa bilhões ao sojicultor — e já virou tese de investimento para o SNAG11

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

CPTS11 paga dividendos de 125,9% do CDI e eleva lucro em 14,4%; veja valores

O fundo imobiliário CPTS11 apurou resultado de R$ 36,879 milhões em junho, alta de 14,4% sobre o mês anterior, mais de R$ 4 milhões acima do registrado em maio. As receitas totais somaram R$ 48,072 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 11,193 milhões no período.

O rendimento distribuído pela competência de junho foi de R$ 0,090 por cota, pago em 21 de julho de 2026. O resultado gerado no mês foi de R$ 0,101 por cota, o que deixou o fundo com R$ 0,01 por cota de resultado acumulado. Esse dividendo equivale a 125,9% do CDI líquido em relação à cota de mercado.

Sobre a cotação de fechamento de R$ 7,51, os rendimentos do CPTS11 representam um dividend yield anualizado de 15,37%. Para os próximos meses, a gestão projeta distribuições em torno de R$ 0,09 por cota, com cenário otimista de R$ 0,10, o que levaria o yield a 17,20% ao ano, e pessimista de R$ 0,08, ou 13,56% ao ano. 

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PMLL11 anuncia venda milionária 27% acima do investido; confira o ganho

O fundo imobiliário PMLL11 comunicou ao mercado a conclusão de uma operação estruturada que, em continuidade ao comunicado de 27 de abril de 2026, resultou na venda de sua participação no Shopping Park Sul e na ampliação da fatia no Shopping Taboão. A operação foi concluída em 29 de julho de 2026.

O fundo alienou a totalidade de sua participação de 40% no Shopping Park Sul, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, pelo preço de R$ 160.801.731,17. O valor ficou cerca de 27% acima do capital investido e aproximadamente 24% acima do último laudo de avaliação.

Considerando o resultado operacional líquido do ativo do fundo PMLL11 nos últimos 12 meses, findos em junho de 2026, a venda representa um cap rate de 8,0%. O pagamento foi dividido em três frentes. A primeira é o recebimento de 8,56% do Shopping Taboão, avaliado em R$ 84.095.000,00, participação que eleva a fatia do fundo imobiliário PMLL11 naquele empreendimento para 16,56%.

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BRCO11: raio-x do FII de galpões premium; veja vacância, inquilinos e dividendos

O fundo imobiliário BRCO11, o Bresco Logística, reúne 14 galpões logísticos, que somam 591 mil m² de área bruta locável. Com patrimônio de cerca de R$ 2,1 bilhões e 138 mil cotistas, o BRCO11 fechou junho com a cota de mercado a R$ 114,60, praticamente em linha com a cota patrimonial de R$ 115,10.

Gerido pela Bresco, o FII BRCO11 é um fundo de tijolo do segmento de galpões logísticos, com participação de 100% em todos os ativos. Estreou na bolsa em 2019 e hoje tem uma receita anual estabilizada acima de R$ 218 milhões. Das 14 propriedades, 13 têm especificação técnica de padrão A+, e os contratos são reajustados 99% pelo IPCA.

A vacância física está em 7,4%, concentrada em dois imóveis, o Bresco Canoas e o Bresco Resende. Para os dois, o fundo informa que há negociações em andamento para locação das áreas vagas. Os contratos do BRCO11 têm prazo médio remanescente de 4,7 anos, dos quais 36% são atípicos. 

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Falta de silos custa bilhões ao sojicultor — e já virou tese de investimento para o SNAG11

O Brasil colhe cada vez mais soja, mas continua sem lugar para guardá-la. Enquanto a produção nacional de grãos cresceu, em média, 6,5% ao ano na última década, a capacidade estática de armazenagem avançou a um ritmo bem mais lento, de 4% ao ano, segundo dados da Datagro.

O resultado é um déficit que já ultrapassa 130 milhões de toneladas — e que empurra o produtor a vender ou escoar a colheita quase imediatamente, muitas vezes sem conseguir esperar por um preço melhor. Outros levantamentos do mercado chegam a números na mesma ordem de grandeza.

É nesse ponto que fundos voltados ao agro veem oportunidade. O SNAG11 é um dos que já se voltam para esse gargalo: a armazenagem de grãos responde hoje por 6,3% da carteira do fundo, um segmento complementar à irrigação — atualmente a maior aposta do SNAG11, com 22,7% dos recursos, reforçada após o direcionamento de R$ 200 milhões da 5ª emissão de cotas ao Fiagro FIDC Irriga Brasil.

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Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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