CPTS11 divulga novos dividendos para julho; confira o valor e quem recebe
O fundo imobiliário CPTS11 informou nesta terça-feira (14) que vai pagar R$ 0,09 por cota em dividendos, referentes aos resultados de junho de 2026.
Com o anúncio, o fundo repete o mesmo valor pelo décimo mês consecutivo, mantendo a distribuição estável ao longo de quase um ano.
Sobre a cotação de fechamento de junho, de R$ 7,51, esse provento corresponde a um Dividend Yield mensal de 1,20%.
O rendimento é isento de Imposto de Renda para o investidor pessoa física, conforme legislação aplicável aos FIIs em geral.
Quem tiver cotas até a data-base, em 14 de julho, garante o recebimento dos dividendos. O crédito aos cotistas do fundo imobiliário CPTS11 será feito em 21 de julho de 2026.
O valor anunciado está no centro do guidance da gestão. Segundo o último relatório gerencial, o cenário base projeta R$ 0,09 por cota para os próximos meses, com piso de R$ 0,08 e teto de R$ 0,10.
O que sustenta os dividendos do CPTS11?
A carteira de CRIs segue com perfil high grade, mantém 100% de adimplência e não registra nenhuma operação “estressada”, segundo a gestão.
Essa carteira de crédito reúne 18 CRIs e responde por 23,7% dos ativos, com marcação a IPCA mais 8,67% e duration média de 4,6 anos.
O maior peso, porém, está em cotas de outros fundos. São 81 FIIs que somam 61,3% do portfólio do fundo CPTS11, dos quais 79,1% em fundos de tijolo e 20,9% em fundos de papel.
O restante se reparte entre operações de carrego, com 9%, remuneradas em CDI mais 1% ao ano, e liquidez, com 6,1%.
No último relatório, referente a maio, essa combinação gerou resultado de R$ 0,089 por cota. Como a distribuição do período foi de R$ 0,09, o fundo encerrou o mês sem resultado acumulado.
A gestão aproveitou maio para girar parte do portfólio de crédito. Foram R$ 15,3 milhões em compras definitivas de CRIs, a IPCA mais 8,84%, e R$ 19 milhões em vendas, a IPCA mais 9,09%. As operações compromissadas fecharam o mês em 17,4% do patrimônio, a um custo de CDI mais 0,80%.
O período, no entanto, foi de pressão sobre a cota. A rentabilidade a mercado do FII CPTS11 ficou negativa em 2,52%, ante alta de 0,30% da cota patrimonial e queda de 1,33% do IFIX, movimento puxado pela abertura da curva de juros, que elevou a marcação da carteira de IPCA mais 8,57% para IPCA mais 8,67%.
Ao fim do mês, o CPTS11 somava patrimônio líquido de R$ 3,20 bilhões e 381.877 cotistas, avanço de 0,92% sobre abril. O volume negociado alcançou R$ 259,6 milhões, com média diária de R$ 13 milhões e presença em todos os pregões.