Lucro do RBRR11 salta mais de 64% e dividendos rendem 11,22% ao ano; veja valores
O fundo imobiliário RBRR11 iniciou 2026 com um resultado de R$ 16,109 milhões em janeiro, valor que representa um crescimento de 64,57% em comparação com dezembro, quando o resultado havia sido de R$ 9,788 milhões.
No período, o fundo imobiliário registrou receitas totais de R$ 17,353 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 1,268 milhão.
A partir desse desempenho, o fundo imobiliário RBRR11 realizou a distribuição de R$ 13,04 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,80 por cota aos investidores.
Considerando a cotação de mercado, esse pagamento representa um dividend yield anualizado de 11,22%, além de uma rentabilidade ajustada estimada em IPCA + 8,89% ao ano.
O fundo também encerrou o período com reserva acumulada de R$ 0,27 por cota, além de R$ 0,78 por cota referentes ao resultado corrigido pela inflação ainda não distribuído.
Outro ponto destacado pela gestão foi a posição em operações compromissadas reversas, que totalizava R$ 158 milhões ao fim de janeiro, montante equivalente a 10,4% do patrimônio líquido do fundo.
Impacto da inflação sobre o resultado do RBRR11
A gestão do FII RBRR11 também explicou que grande parte dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da carteira possui correção monetária atrelada ao IPCA com defasagem de dois meses.
Por essa razão, o resultado apurado em janeiro refletiu o IPCA de novembro, que foi de 0,18%.
Os índices mais recentes já divulgados devem impactar os resultados seguintes do fundo. O IPCA de dezembro, de 0,33%, influenciará o desempenho de fevereiro, enquanto o IPCA de janeiro, também de 0,33%, será incorporado ao resultado de março.
Ao término do mês, o portfólio do fundo RBRR11 era composto por 54 operações, todas adimplentes com suas obrigações financeiras.
Os investimentos em CRIs contam com garantias imobiliárias estruturadas por meio de alienação fiduciária dos imóveis.
O fundo apresenta ainda um loan-to-value (LTV) médio próximo de 49%, indicador que reflete a relação entre o valor da dívida e o valor das garantias.
Segundo a gestão do RBRR11, cerca de 40% das garantias do portfólio estão situadas em regiões classificadas como “prime”, consideradas áreas de maior liquidez e valor imobiliário.