VRTA11 registra resultado de R$ 12,7 milhões e reforça carteira de CRIs
O fundo imobiliário VRTA11 fechou junho com resultado de R$ 12,65 milhões e manteve a distribuição de R$ 0,85 por cota, ao mesmo tempo em que reforçou sua estratégia de ampliar a exposição a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e reduzir gradualmente a participação em fundos imobiliários.
Segundo o relatório gerencial, o fundo encerrou o mês com uma reserva de R$ 1,00 por cota, destinada ao cumprimento de obrigações futuras e à complementação dos rendimentos distribuídos aos cotistas.
A gestão também reiterou a expectativa de manter os dividendos entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota ao longo do segundo semestre de 2026, tendo como referência o piso de R$ 0,85.
No mercado secundário, o VRTA11 registrou dividend yield mensal de 1,20%, considerando o fechamento da cota a R$ 70,63. Com o ajuste tributário (“gross up”) de 15%, o rendimento equivale a aproximadamente 126% do CDI.
Já a cota patrimonial encerrou o período com P/VP de 0,85 vez, indicando que o fundo segue sendo negociado com desconto em relação ao valor de seus ativos.
VRTA11 amplia posição em CRIs e reduz exposição ao SNME11
Durante junho, o VRTA11 realizou novas alocações em operações de crédito imobiliário. Entre os principais investimentos está a aquisição de R$ 8,4 milhões do CRI Summus, remunerado a IPCA + 11,50% ao ano.
O fundo também investiu R$ 5,4 milhões no CRI Evoke (2ª série), com remuneração de CDI + 4,50% ao ano, além da compra de R$ 2 milhões do CRI THCM (2ª série), indexado a IPCA + 12,00% ao ano.
Por outro lado, a gestão vendeu integralmente sua posição no CRI Epitácio, operação que movimentou cerca de R$ 52 milhões, além de liquidar totalmente a operação de compromissada reversa.
O relatório também informa a continuidade da estratégia de redução da exposição ao SNME11. Durante junho, foram vendidas aproximadamente R$ 320 mil em cotas do fundo multiestratégia. Segundo a gestora, o desinvestimento ocorrerá de forma gradual nos próximos meses devido à baixa liquidez do ativo, com o objetivo de gerar caixa para novas aquisições de CRIs.
Ao final de junho, o VRTA11 possuía R$ 10 milhões em caixa, equivalentes a 0,8% do patrimônio líquido, recursos que deverão ser destinados tanto ao pagamento de dividendos quanto à alocação em novas operações de crédito. A gestora informou ainda que mantém duas operações em fase de análise, que somam aproximadamente R$ 50 milhões e poderão ser concluídas nos próximos meses.
Gestão vê carteira adimplente e inflação segue no radar
Segundo a gestora, a maior parte da carteira de CRIs permanece adimplente e segue cumprindo regularmente o cronograma de pagamentos, embora alguns ativos com provisão para devedores duvidosos (PDD) continuem sendo monitorados.
O relatório também destaca que o IPCA de 0,58%, referente a maio, desacelerou em relação ao mês anterior. Como boa parte dos CRIs da carteira é indexada à inflação, o indicador continua sendo acompanhado de perto pela gestão, já que esses ativos costumam refletir o índice com defasagem de dois a três meses.