Fundo imobiliário salta 147% no lucro e GARE11 detalha destino de captação bilionária; veja as mais lidas da semana
A notícia mais lida da semana foi sobre o fundo imobiliário PCIP11, que mais que dobrou o resultado de junho, com salto de 147%, e ainda reforçou a reserva.
Outro destaque foi o GARE11, que abriu o destino do R$ 1,27 bilhão captado na sua última emissão e manteve o guidance de dividendos.
O VSHO11 também apareceu entre os mais acessados da semana, ao acertar a venda de participações em dois shoppings por R$ 37 milhões.
Na sequência, o ALZR11 concluiu a compra de um galpão logístico alugado à Shopee por R$ 125 milhões.
Por fim, o HAAA11 recebeu uma proposta de R$ 242,9 milhões por um conjunto de escritórios na região da Berrini, em São Paulo.
Veja a seguir um resumo de cada notícia que ficou na lista de mais lidas da semana do mercado de FIIs e Fiagros.
1. Fundo imobiliário salta 147% no resultado e reforça reserva; veja os números
O fundo imobiliário PCIP11 apurou resultado distribuível de R$ 18,903 milhões em junho, um salto de 147% sobre o mês anterior. Por cota, o resultado foi de R$ 1,11, já com um impacto negativo de R$ 0,08 ligado à integralização, com deságio, de uma posição em CRI.
O rendimento anunciado ficou em R$ 1,07 por cota, pago em 15 de julho. Como o fundo gerou mais do que distribuiu, a reserva acumulada subiu para R$ 0,61 por cota ao fim do mês. Sobre a cota de fechamento, o provento equivale a um retorno mensal de 1,36%, isento de Imposto de Renda para a pessoa física.
O portfólio segue concentrado em crédito, com 86,6% do patrimônio em CRIs e operações estruturadas, distribuídas em 15 segmentos. A cota é negociada abaixo do valor patrimonial, a 0,85 vez o patrimônio.
2. GARE11 detalha destino de R$ 1,27 bilhão captado e mantém guidance para dividendos
O fundo imobiliário GARE11 abriu, no relatório de junho, para onde foi o R$ 1,27 bilhão levantado na sua 7ª emissão de cotas. Cerca de R$ 676 milhões foram destinados à compra de imóveis, R$ 290 milhões a títulos e valores mobiliários e outros R$ 310 milhões permanecem em caixa livre.
Parte dos recursos ainda está reservada para aquisições não divulgadas, e a gestão informou que um dos imóveis do pipeline deve ser concluído até o fim de julho. O portfólio segue 100% adimplente, com predomínio de contratos atípicos de longo prazo.
Para os próximos 12 meses, a gestora manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota. Em junho, o fundo pagou R$ 0,083 por cota e seguiu com a venda de dez imóveis anunciada no mês, avaliada em R$ 804,4 milhões.
3. Fundo imobiliário vende participação em dois shoppings por R$ 37 milhões
O fundo imobiliário VSHO11 assinou um compromisso para vender 20% do Shopping Valinhos e 20% do Shopping Hortolândia, ambos no interior de São Paulo, por R$ 37 milhões. O acordo foi comunicado por fato relevante e ainda depende do cumprimento de condições precedentes.
O pagamento será feito em três parcelas. A primeira, de R$ 18,5 milhões, sai no fechamento, e as outras duas, de R$ 9,25 milhões cada, em até seis e 12 meses, corrigidas pelo IPCA.
Com a operação, o fundo reduz a exposição nos dois shoppings, mas segue presente neles e no Shopping Bay Market. O fato relevante não informa quem são os compradores nem o destino dos recursos. O VSHO11 tem cota negociada bem abaixo do valor patrimonial, a 0,61 vez o patrimônio.
4. ALZR11 conclui aquisição de galpão logístico locado para a Shopee por R$ 125 milhões
O fundo imobiliário ALZR11 concluiu a compra do galpão logístico BTS Shopee por R$ 125 milhões, após a assinatura da escritura do imóvel. O valor foi quitado por compensação de créditos entre o fundo e o vendedor no âmbito da 8ª emissão de cotas, com um pagamento adicional de até R$ 20 milhões previsto em earn-out.
O imóvel está 100% locado para a Shopee, em um contrato atípico de 10 anos, com aluguel mensal de cerca de R$ 1,035 milhão. O acordo prevê multa integral em caso de saída antecipada e uma fiança bancária equivalente a 12 meses de aluguel como garantia.
O fundo também atualizou o guidance para o segundo semestre, com distribuição estimada entre R$ 0,082 e R$ 0,084 por cota. Em junho, o resultado foi de R$ 12,242 milhões e a distribuição ficou em R$ 0,0836 por cota.
5. Fundo imobiliário recebe proposta de R$ 242,9 milhões por escritórios na Berrini
O fundo imobiliário HAAA11 informou que recebeu uma proposta de R$ 242,935 milhões pela venda de um conjunto de escritórios no Thera Corporate, na Avenida Berrini, em São Paulo. O ativo reúne 10 conjuntos comerciais na Torre 3 do complexo, e o negócio, por ora, é apenas uma proposta, sem conclusão.
O pagamento seria feito em duas etapas, com parte podendo ser quitada por compensação com cotas de outro fundo de alta liquidez e a parcela final estruturada via securitização em CRIs. A proposta ainda prevê uma indenização de performance por 24 meses, caso a receita do imóvel fique abaixo de um valor de referência.
A administradora informou que a proposta passará pelos órgãos de governança do fundo antes de qualquer assinatura. O Thera Corporate é um dos dois ativos do HAAA11, focado em lajes corporativas, com cotas negociadas abaixo do valor patrimonial.
Assim, do fundo imobiliário PCIP11 ao HAAA11, essas foram as notícias mais lidas da semana do mercado de FIIs e Fiagros.