XPCI11 eleva resultado e entrega dividendos de 14,3% ao ano; veja valores
O fundo imobiliário XPCI11 apurou resultado de R$ 8,588 milhões em junho, alta de 3% sobre maio. As receitas totais somaram R$ 9,210 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 622 mil no período.
A distribuição foi de R$ 0,95 por cota, paga em 14 de julho de 2026 aos detentores de cotas em 30 de junho.
Sobre a cotação de fechamento do mês, de R$ 84,82, os rendimentos do XPCI11 representam um dividend yield anualizado de 14,30%, ou 17,01% considerando o gross-up de 15% de impostos.
Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
O resultado por trás do rendimento do XPCI11
Os rendimentos e ganhos de capital apurados em regime de caixa somaram R$ 0,99 por cota, o equivalente a R$ 8,59 milhões. O book de CRIs foi a principal fonte, com R$ 8,23 milhões, enquanto a carteira de FIIs gerou R$ 0,48 milhão.
O fundo imobiliário XPCI11 encerrou junho com reserva acumulada de correção monetária de R$ 5,86 milhões, ou R$ 0,67 por cota, cota patrimonial de R$ 87,11 e base de 83.392 cotistas.
No mercado secundário, foram registradas 59.241 negociações, com volume total de R$ 39,99 milhões e liquidez média diária de R$ 2,00 milhões.
O novo CRI na carteira do XPCI11
A carteira terminou junho com 47 CRIs e três FIIs, que somam R$ 725 milhões investidos e R$ 41,79 milhões em ativos de liquidez.
A principal movimentação do mês foi a aquisição de R$ 15 milhões no CRI TRX Mateus III, a uma remuneração de CDI + 1,25% ao ano. Após a operação, o FII XPCI11 ficou posicionado a taxas médias de IPCA + 9,05% ao ano e CDI + 2,70% ao ano.
Por classe de ativo, os CRIs representam 88,03%, os FIIs 6,02%, a liquidez 5,45% e as debêntures 0,50%. A exposição por indexador se divide entre IPCA+ (90,71%) e CDI+ (9,29%).
Entre os emissores, a OPEA concentra 68%, seguida por BARI (14%), RIZA (9%), ECOAGRO e HABITASEC (2% cada) e outros (5%). Por tipo de crédito, predomina o corporativo (69%), seguido pelo pulverizado comercial (16%) e residencial (15%).
Por setor, a carteira do fundo XPCI11 é liderada por varejo alimentício (32%), incorporação vertical (15%) e shoppings (14%), com participações menores em saúde e outros (9% cada), lajes corporativas (8%), industrial (6%), logística (4%) e educação (2%).
Por região, o Sudeste concentra 77,00% da carteira, seguido por Nordeste (13,09%), Centro-Oeste (6,46%), Sul (2,57%) e Norte (0,88%). Na carteira de FIIs, o GARE11 é a principal posição, com 78,57% do segmento e volume de R$ 36,27 milhões no XPCI11.