SNEL11 sobe 1,34% mesmo com queda do IFIX e movimenta R$ 2,4 mi
O fundo imobiliário SNEL11 operou em alta nesta quinta-feira (6), descolando do desempenho do IFIX e mantendo um dos maiores volumes de negociação entre os FIIs da Suno Asset. A cota avançou 1,34%, para R$ 8,33, enquanto o IFIX recuou 0,56%, aos 3.760,79 pontos.
Além da valorização, o fundo registrava volume financeiro de aproximadamente R$ 2,43 milhões, liderando a liquidez entre os fundos da gestora no pregão.
O desempenho ocorre após uma sequência de notícias positivas envolvendo o setor de energia renovável, segmento em que o SNEL11 está inserido, incluindo o avanço de projetos internacionais de geração solar e armazenamento de energia.
Nos últimos meses, o fundo também anunciou expansão da base de cotistas, redução de custos operacionais em parte do portfólio e manteve a estratégia de crescimento por meio de sua oferta de cotas.
SNEL11 lucra R$ 6,36 mi, reduz custos e ultrapassa marca de 110 mil cotistas
O SNEL11 encerrou junho de 2026 com lucro de R$ 6,36 milhões, em um mês marcado por avanços operacionais, ampliação da base de investidores e preparação para um novo ciclo com a 5ª emissão de cotas. A gestora reportou redução de despesas recorrentes e avanço na governança operacional, além de aumento de liquidez no mercado secundário.
Segundo o relatório gerencial, o fundo superou 110 mil cotistas e registrou a maior liquidez média diária de sua história, acima de R$ 7 milhões. Esse movimento acompanhou medidas internas de eficiência e ajustes no ambiente regulatório em parte das áreas de atuação do portfólio.
A 5ª emissão de cotas começou em 16 de junho, com captação alvo de até R$ 1,8 bilhão. Caso o lote adicional de 25% seja exercido, o montante pode chegar a R$ 2,3 bilhões. O preço de emissão foi definido em R$ 8,65 por cota. De acordo com a gestora, a oferta busca ampliar a capacidade de investimento do fundo em projetos de geração distribuída de energia solar.
No campo operacional, o fundo concluiu um processo competitivo para contratação de uma nova prestadora de serviços de operação e manutenção (O&M) em parte da carteira. A medida foi acompanhada por ações de monitoramento e reforço de eficiência nos ativos.
Reajuste tarifário da Copel beneficia parte do portfólio
Em junho, a Copel promoveu reajuste tarifário em sua área de concessão. A distribuidora elevou a tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD) em aproximadamente 24,7% e a tarifa de energia (TE) em 12,7%, resultando em um reajuste combinado próximo de 19,6%. As usinas do fundo conectadas à rede da Copel representam cerca de 4,5% da potência instalada total.
Para a gestora, a combinação entre disciplina na gestão de custos e evolução do ambiente tarifário contribui para aumentar a eficiência operacional da carteira. No mesmo período, a expansão da base de investidores e o aumento da liquidez reforçaram a presença do fundo no mercado de FIIs focados em infraestrutura de geração de energia renovável.
Com a 5ª emissão em andamento, o fundo mira ampliar o escopo de investimentos em geração distribuída solar, mantendo o foco em eficiência de O&M e em estruturas de contratação que preservem a qualidade dos ativos. O relatório ressalta que a continuidade dessas iniciativas é fundamental para sustentar a performance operacional e a dinâmica de mercado observada em junho de 2026.