VRTA11: carteira tem retorno potencial de IPCA + 20,97%

VRTA11: carteira tem retorno potencial de IPCA + 20,97%
Fundo imobiliário VRTA11. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário VRTA11 registrou em junho uma carteira que, considerando o preço de mercado de R$ 69,00 por cota, apresenta potencial de retorno de IPCA + 20,97%.

O desempenho potencial ocorre em um momento em que o fundo negocia com desconto em relação ao patrimônio. Ao final de junho, o P/VP do VRTA11 estava em 0,85x, indicando que a cota de mercado era negociada abaixo do valor patrimonial dos ativos.

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No mês, o fundo distribuiu R$ 0,85 por cota aos investidores. Pela cotação de fechamento de junho, de R$ 70,63, o pagamento representou um dividend yield mensal de 1,20%, equivalente a aproximadamente 126% do CDI, considerando o gross-up de 15% de Imposto de Renda.

A gestão também mantém uma reserva de R$ 1,00 por cota, que pode ser utilizada para fazer frente a obrigações futuras e complementar as distribuições mensais. Para o segundo semestre de 2026, a expectativa apresentada é de rendimentos entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota, tendo R$ 0,85 como referência.

O resultado do fundo em junho ficou em aproximadamente R$ 12,65 milhões, enquanto o caixa terminou o período em R$ 10 milhões, equivalente a 0,8% do patrimônio líquido. Os recursos devem ser utilizados para o pagamento de dividendos e para novas alocações em operações de crédito imobiliário.

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VRTA11 reforça CRIs e reduz exposição a fundos imobiliários

Entre as principais movimentações da carteira em junho esteve a aquisição de mais R$ 8,4 milhões do CRI Summus, com remuneração de IPCA + 11,50% ao ano.

O fundo também comprou R$ 5,4 milhões do CRI Evoke – 2ª série, remunerado a CDI + 4,50% ao ano, além de outros R$ 2 milhões do CRI THCM – 2ª série, com retorno de IPCA + 12% ao ano.

Na outra ponta, o VRTA11 vendeu aproximadamente R$ 52 milhões do CRI Epitácio, em um movimento de reciclagem da carteira. A gestão também informou a quitação integral do saldo de uma operação de compromissada reversa.

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Gestão busca ampliar retorno com novas operações de crédito

Os recursos levantados com o processo de desinvestimento devem ser utilizados principalmente para novas alocações em CRIs e para reduzir a exposição do VRTA11 a fundos imobiliários.

O fundo informou ainda que possui duas operações em fase de análise, que podem ser liquidadas nos próximos meses, somando aproximadamente R$ 50 milhões. A movimentação indica que parte relevante do caixa disponível deverá continuar sendo direcionada para crédito imobiliário.

Segundo a gestão, a maior parte dos CRIs da carteira permanece adimplente e cumprindo regularmente seus pagamentos. O relatório também apresenta informações específicas sobre os ativos que possuem algum tipo de provisão para devedores duvidosos (PDD).

A estratégia ocorre em um ambiente de inflação ainda positiva. O IPCA referente a maio de 2026 registrou 0,58%, com desaceleração em relação ao mês anterior. Para os CRIs indexados ao índice, a gestão destaca que existe normalmente uma defasagem de dois a três meses na incorporação da inflação aos rendimentos.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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