BRCO11 movimenta R$ 7,7 mi e ganha força em meio à demanda por galpões em SP

BRCO11 movimenta R$ 7,7 mi e ganha força em meio à demanda por galpões em SP
BRCO11 movimenta R$ 7,7 mi e ganha força em meio à demanda por galpões em SP. Foto: iSTock

O BRCO11 movimentou cerca de R$ 7,75 milhões no pregão desta segunda-feira (28), em um dia de liquidez relevante para as cotas do fundo.

O volume negociado chama atenção em um momento em que o mercado logístico de São Paulo, principal concentração geográfica da carteira do fundo, segue apresentando forte demanda por galpões.

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A conexão entre os dois movimentos está na própria composição do BRCO11. Segundo os dados da carteira, 51% da área bruta locável (ABL) do fundo está localizada em São Paulo, enquanto aproximadamente 23% da ABL está concentrada em imóveis situados em um raio de até 25 quilômetros da capital paulista.

O posicionamento ocorre em um dos mercados logísticos mais aquecidos da América Latina. No primeiro semestre de 2026, a região metropolitana de São Paulo respondeu por 56% da absorção logística registrada na América Latina, com 965.679 metros quadrados de novos espaços ocupados. Na comparação anual, a absorção paulista cresceu 10%.

Demanda logística reforça exposição do BRCO11 a São Paulo

A força do mercado paulista aparece também na taxa de vacância, que ficou em 3,9%, considerada equilibrada. O movimento ocorre apesar do cenário de juros elevados e é associado principalmente à expansão do comércio eletrônico e à necessidade de empresas manterem centros de distribuição próximos aos maiores mercados consumidores.

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São Paulo também lidera a oferta de galpões logísticos de alto padrão. De acordo com os dados da Cushman & Wakefield apresentados no material, a região possui 15,4 milhões de metros quadrados de estoque classe A. Somada à Cidade do México, a região concentra 67,3% do estoque de centros logísticos da América Latina.

Diversificação geográfica do FII

Para o BRCO11, a exposição vai além da localização. 71% da ABL do fundo está em propriedades classificadas como last mile, enquanto os centros de distribuição representam os outros 29%. Esse perfil coloca uma parcela significativa do portfólio em imóveis voltados para operações próximas aos grandes centros urbanos.

A carteira também apresenta diversificação regional, com 14% da ABL na Bahia, 12% em Minas Gerais, 9% em Alagoas, 6% no Rio Grande do Sul, 4% no Paraná e 4% no Rio de Janeiro, além da fatia majoritária em São Paulo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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