BTG recomenda aumento de posição em VISC11; entenda o racional
O BTG Pactual aumentou a exposição ao VISC11 em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para setembro. O peso do fundo passou de 4% para 6%, em um movimento que, segundo a instituição, reflete a atratividade do portfólio de shopping centers e o potencial de reciclagem de ativos.
Na mesma atualização, o banco também elevou as participações em KNCR11 e KNIP11, enquanto reduziu a exposição ao HSML11 e retirou o RBRR11 da carteira. No caso do VISC11, a mudança foi classificada como um ajuste estratégico diante do cenário macroeconômico e das perspectivas para o segmento de shoppings.

Segundo o BTG, o VISC11 se destaca pela exposição a shoppings maduros, pela diversificação regional de seu portfólio e pela possibilidade de destravar valor por meio da reciclagem de ativos. Esses fatores, na avaliação da casa, tornam o fundo mais atrativo no atual ambiente de mercado.
Na carteira apresentada pelo banco, o VISC11 aparece com preço de R$ 102,80 por cota e P/VP de 0,89 vez. O fundo apresenta dividend yield anualizado de 9,8%, enquanto o retorno acumulado em 12 meses chega a 8,1%.
A liquidez média indicada na carteira é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, reforçando a característica de um fundo com mercado secundário relativamente líquido. No período de um mês, contudo, a cota acumulava queda de 1,2%.
BTG reduz exposição a outros fundos
O movimento faz parte de uma série de ajustes realizados pelo BTG para setembro. Além do VISC11, o banco aumentou em 1 ponto percentual a posição em KNCR11 e em 2 pontos percentuais a exposição ao KNIP11.
Por outro lado, o RBRR11 deixou de fazer parte da carteira, enquanto o HSML11 teve sua participação reduzida em 2 pontos percentuais.
Segundo o BTG, a retirada do RBRR11 está relacionada ao provável movimento de incorporação pelo PCIP11, que pode alterar a dinâmica de negociação e o perfil de risco da tese.
Reciclagem de ativos é um dos principais atrativos do VISC11
O racional do BTG para aumentar a posição está diretamente ligado à capacidade do VISC11 de administrar seu portfólio de forma dinâmica.
A estratégia de reciclagem permite que o fundo venda participações em determinados empreendimentos e redirecione os recursos para ativos considerados mais atrativos ou para oportunidades que possam melhorar o retorno da carteira.
Essa característica ganha importância em um portfólio composto por diferentes shopping centers, já que a gestão pode ajustar a exposição conforme o desempenho dos empreendimentos, condições de mercado e oportunidades de aquisição ou venda.
O BTG também destaca a diversificação regional do VISC11 como um dos pontos positivos da tese. A distribuição dos ativos entre diferentes localidades reduz a dependência do desempenho de uma única região ou mercado consumidor.
Na visão da casa, essa combinação entre ativos maduros e possibilidade de reciclagem ajuda a sustentar a atratividade do fundo mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos investidores de FIIs.