BTG recomenda aumento de posição em VISC11; entenda o racional

BTG recomenda aumento de posição em VISC11; entenda o racional
BTG aumenta posição em VISC11 e FIIs da Kiena para carteira recomendada. Foto: Pixabay

O BTG Pactual aumentou a exposição ao VISC11 em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para setembro. O peso do fundo passou de 4% para 6%, em um movimento que, segundo a instituição, reflete a atratividade do portfólio de shopping centers e o potencial de reciclagem de ativos.

Na mesma atualização, o banco também elevou as participações em KNCR11 e KNIP11, enquanto reduziu a exposição ao HSML11 e retirou o RBRR11 da carteira. No caso do VISC11, a mudança foi classificada como um ajuste estratégico diante do cenário macroeconômico e das perspectivas para o segmento de shoppings.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

Segundo o BTG, o VISC11 se destaca pela exposição a shoppings maduros, pela diversificação regional de seu portfólio e pela possibilidade de destravar valor por meio da reciclagem de ativos. Esses fatores, na avaliação da casa, tornam o fundo mais atrativo no atual ambiente de mercado.

Na carteira apresentada pelo banco, o VISC11 aparece com preço de R$ 102,80 por cota e P/VP de 0,89 vez. O fundo apresenta dividend yield anualizado de 9,8%, enquanto o retorno acumulado em 12 meses chega a 8,1%.

A liquidez média indicada na carteira é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, reforçando a característica de um fundo com mercado secundário relativamente líquido. No período de um mês, contudo, a cota acumulava queda de 1,2%.

BTG reduz exposição a outros fundos

O movimento faz parte de uma série de ajustes realizados pelo BTG para setembro. Além do VISC11, o banco aumentou em 1 ponto percentual a posição em KNCR11 e em 2 pontos percentuais a exposição ao KNIP11.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Por outro lado, o RBRR11 deixou de fazer parte da carteira, enquanto o HSML11 teve sua participação reduzida em 2 pontos percentuais.

Segundo o BTG, a retirada do RBRR11 está relacionada ao provável movimento de incorporação pelo PCIP11, que pode alterar a dinâmica de negociação e o perfil de risco da tese.

Reciclagem de ativos é um dos principais atrativos do VISC11

O racional do BTG para aumentar a posição está diretamente ligado à capacidade do VISC11 de administrar seu portfólio de forma dinâmica.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

A estratégia de reciclagem permite que o fundo venda participações em determinados empreendimentos e redirecione os recursos para ativos considerados mais atrativos ou para oportunidades que possam melhorar o retorno da carteira.

Essa característica ganha importância em um portfólio composto por diferentes shopping centers, já que a gestão pode ajustar a exposição conforme o desempenho dos empreendimentos, condições de mercado e oportunidades de aquisição ou venda.

O BTG também destaca a diversificação regional do VISC11 como um dos pontos positivos da tese. A distribuição dos ativos entre diferentes localidades reduz a dependência do desempenho de uma única região ou mercado consumidor.

Na visão da casa, essa combinação entre ativos maduros e possibilidade de reciclagem ajuda a sustentar a atratividade do fundo mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos investidores de FIIs.

Tags
Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

notícias relacionadas últimas notícias