VGIP11 anuncia menores dividendos dos últimos 5 meses; veja valor
O fundo imobiliário VGIP11 anunciou uma nova distribuição de R$ 0,88 por cota aos cotistas, referente aos resultados de agosto de 2026, abaixo do valor pago no mês anterior (o menor dos últimos 5 meses).
A data de corte foi 11 de setembro de 2026, de modo que têm direito aos rendimentos os investidores que terminaram aquele pregão com cotas em carteira. O pagamento está previsto para 18 de setembro.
Sobre a cotação de R$ 74,74 no fechamento de agosto, os dividendos do VGIP11 correspondem a um dividend yield de aproximadamente 1,18%. Na prática, quem tinha 100 cotas na data de corte receberá R$ 88,00, com crédito automático na conta da corretora.
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Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos da legislação.
A carteira de CRIs do VGIP11
As informações mais recentes sobre a carteira do fundo imobiliário VGIP11 são de julho de 2026. Ao fim daquele mês, 97,3% do patrimônio líquido estava em CRIs, distribuídos entre 48 operações, com R$ 1,027 bilhão investido, enquanto o restante estava em instrumentos de caixa.
Julho também teve mudanças no portfólio. O fundo adquiriu R$ 71,3 milhões em quatro operações, duas delas novas na carteira, o CRI Projetos Residenciais SP 2S, com aporte de R$ 25,3 milhões e cupom de IPCA + 9,00% ao ano, e o CRI AXS 139E, com R$ 10,6 milhões e cupom de IPCA + 11,00%. Também foram ampliadas as posições nos CRIs Matarazzo 451S e Makro.
Em paralelo, o FII VGIP11 vendeu R$ 68,7 milhões em CRIs, com a saída integral das operações Fashion Mall 339S, Fashion Mall 340S e Planta II 13E, e recebeu R$ 5,6 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias no período.
A carteira seguia fortemente ligada à inflação, com 99,4% dos CRIs indexados ao IPCA e 0,6% ao IGP-M. Por setor, o shopping representava 23,3% do portfólio de crédito, seguido pelo residencial (19,4%), pelo pulverizado (18,9%) e pela logística (14,7%).
Segundo a gestão, a estratégia consiste em manter o fundo VGIP11 com elevada exposição a CRIs e reduzir a parcela ociosa em caixa, preservando ativos líquidos para eventuais oportunidades.
Todos os CRIs estavam adimplentes ao fim de julho e, na avaliação da gestora, a carteira permanecia saudável. Como atualização posterior, o fundo fez em agosto um investimento adicional de R$ 15 milhões em um CRI que já integrava o portfólio do VGIP11.