VISC11, SNEL11, RBVA11 e ROCA11 são destaques do Bom Dia FIIs (16/9)

VISC11, SNEL11, RBVA11 e ROCA11 são destaques do Bom Dia FIIs (16/9)

Os fundos imobiliários VISC11, SNEL11, RBVA11 e o fiagro ROCA11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta quarta-feira (16). Na terça-feira (15), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.744,89 pontos, com alta de 0,36%, equivalente a um avanço de 13,27 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.731,62 pontos.

Entre os fundos mais negociados, o MXRF11 movimentou 2,51 milhões de cotas e subiu 0,33%, enquanto o GGRC11 teve volume de 1,42 milhão de cotas negociadas e avançou 0,22%. O BTCI11 movimentou 1,11 milhão de cotas e caiu 2,7%, o SNEL11 teve 946,52 mil cotas negociadas e subiu 1,52%, e o GARE11 registrou volume de 553,72 mil cotas negociadas, com alta de 0,24%.

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VISC11 entra na carteira do Safra com aposta na recuperação dos fundos imobiliários
SNEL11 dobra base de cotistas no ano e chega a 130 mil investidores
RBVA11 recebe avaliação positiva de agência internacional; entenda os fundamentos
ROCA11 diversifica ativos e supera o CDI após ampliar carteira

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

VISC11 entra na carteira do Safra com aposta na recuperação dos fundos imobiliários

O cenário de juros começa a abrir espaço para uma retomada dos FIIs, na avaliação do Banco Safra. Em sua carteira recomendada para setembro, a instituição aumentou a exposição a fundos de tijolo e incluiu o Vinci Shopping Centers (VISC11) entre as opções para o mês. A mudança ocorre em meio à perspectiva de queda dos juros ao longo da curva, após sinais mais favoráveis vindos dos indicadores de atividade econômica e inflação. Para o Safra, esse ambiente pode favorecer ativos imobiliários, especialmente aqueles que ainda apresentam potencial de valorização com a recuperação dos preços das cotas.

A inclusão do VISC11 ocorre ao lado do HSI Malls (HSML11), enquanto o banco também ampliou a exposição a fundos logísticos, como HGLG11 e BRCO11. A leitura do Safra considera que os fundos imobiliários ainda negociam com um desconto relevante em relação ao patrimônio. Segundo o banco, o setor apresenta atualmente desconto de 10,99% sobre o valor patrimonial, enquanto o dividend yield do IFIX mantém um prêmio de 4,60 pontos percentuais em relação à NTN-B 2035.

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SNEL11 dobra base de cotistas no ano e chega a 130 mil investidores

O fundo imobiliário SNEL11 praticamente dobrou sua base de investidores ao longo de 2026 e alcançou a marca de 130 mil cotistas. No início de janeiro, o fundo tinha cerca de 65 mil investidores, o que significa que, em pouco mais de oito meses, foram adicionados aproximadamente 65 mil novos cotistas à carteira.

O crescimento representa uma alta de 100% na base de investidores desde o começo do ano. Na prática, o fundo passou a contar com o mesmo número de cotistas que tinha em janeiro novamente em novos investidores, ampliando de forma expressiva sua presença entre as pessoas físicas.

A evolução ocorre em paralelo ao processo de expansão do SNEL11 no mercado de geração de energia solar. O fundo vem aumentando sua escala por meio da aquisição e operação de usinas fotovoltaicas destinadas à geração distribuída, com contratos de longo prazo. O SNEL11 registrou R$ 13,36 milhões em resultado distribuível em julho de 2026, enquanto o valor justo dos imóveis adquiridos na segunda e terceira emissões apresentou valorização de 11,2% desde dezembro do ano passado.

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RBVA11 recebe avaliação positiva de agência internacional; entenda os fundamentos

O RBVA11 recebeu da Moody’s Local Brasil a avaliação REF-2.br, atribuída na última sexta-feira (11). Segundo a agência, a nota indica que o FII da Rio Bravo apresenta características acima da média.

É a primeira avaliação desse tipo atribuída ao RBVA11 — o comunicado não registra nota anterior para o fundo. A análise não é uma classificação de risco de crédito, conforme a própria Moody’s Local Brasil informa no documento. De acordo com o comunicado, o fundo é de gestão ativa e reúne 74 ativos voltados ao varejo, distribuídos por diferentes regiões do país. A carteira combina varejo tradicional, ativos varejistas Triple A e imóveis educacionais.

Ao comparar o fundo com pares do mesmo segmento, a agência apontou porte e diversificação superiores à maior parte da amostra, com menor concentração de ativos e de locatários. Os contratos pesaram na análise: cerca de metade das receitas está vinculada a locações com vencimento em 2030 ou depois, o que, segundo a Moody’s, reduz a exposição a risco de renovação no curto e no médio prazo.

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ROCA11 diversifica ativos e supera o CDI após ampliar carteira

O fiagro ROCA11 avançou em agosto no processo de diversificação de sua carteira, reduzindo de forma significativa a concentração em poucas operações. Ao longo do mês, o número de posições do fundo passou de seis para 15, enquanto a maior posição individual recuou de 44,8% para 15,1% do patrimônio líquido (PL). A movimentação envolveu a redução da exposição ao CRA ACP, com a venda parcial de R$ 4,3 milhões, e à 62ª emissão, que teve R$ 14,7 milhões devolvidos ao fundo por meio de recompras do lastro. Os recursos foram direcionados para novas operações e ativos com maior diversificação.

Entre os novos investimentos esteve uma série da 59ª emissão, que recebeu R$ 6,3 milhões e oferece remuneração de CDI + 6,50% ao ano. O fundo também alocou recursos no CRA Esteio, da 66ª emissão, e nas carteiras pulverizadas das 67ª e 72ª emissões, que somaram R$ 12 milhões, com taxas entre CDI + 4,00% e CDI + 4,25% ao ano. Outra parte dos recursos, de R$ 3 milhões, foi destinada a uma cesta de CRAs corporativos líquidos de Marfrig, Camil, Minerva e Cocal. 

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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