KNSC11: FII paga dividendos de 1,20% e lucra R$ 16 milhões; veja detalhes
O fundo imobiliário KNSC11 apurou resultado líquido de R$ 16 milhões em agosto de 2026, o equivalente a R$ 0,07 por cota. O número ficou abaixo dos R$ 21 milhões de julho, quando a geração havia alcançado R$ 0,10 por cota.
A gestão atribui o recuo ao comportamento dos CRIs ligados à inflação, que refletiram aproximadamente os índices de IPCA de junho e julho, de 0,16% e 0,07%. Na outra ponta, a parcela pós-fixada da carteira seguiu beneficiada pelo patamar elevado dos juros.
Mesmo com o resultado menor, o fundo manteve a distribuição em R$ 0,09 por cota, o que totalizou R$ 18,3 milhões, com pagamento em 14 de setembro.
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Considerando a cota média de ingresso de R$ 9,19 utilizada pelo KNSC11 como referência, o pagamento representou rentabilidade mensal de 1,2%.
Como distribuiu acima do que gerou, o fundo imobiliário KNSC11 recorreu à reserva, que encerrou o mês em R$ 0,06 por cota. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
Os novos CRIs na carteira do KNSC11
Durante agosto, o fundo fez R$ 34,6 milhões em investimentos em duas operações de CRI. A principal envolveu R$ 30 milhões no CRI XP Log Prime Yield, lastreado na aquisição de dois galpões logísticos AAA, em Brasília e Contagem.
Os imóveis estavam 100% locados para empresas de primeira linha, e a operação tinha alienação fiduciária dos imóveis, LTV de 60% e cessão fiduciária de recebíveis. Os outros R$ 4,6 milhões foram direcionados ao CRI Creditas 151 Mezanino, baseado em uma carteira diversificada de empréstimos de home equity, com baixo LTV e subordinação como proteção adicional.
Ao fim de agosto, o FII KNSC11 apresentava 103,6% do patrimônio alocado em ativos-alvo. Os CRIs indexados à inflação correspondiam a 67,3% do patrimônio, enquanto os papéis ligados ao CDI representavam 36,4%, com 1,9% em LCIs e 4,8% em caixa.
Por setor, a maior exposição estava no residencial pulverizado, com 26,1%, seguida por escritórios (21,6%), galpões logísticos (20,3%), residencial (15,1%), shopping centers (10,3%) e outros (4,9%).
O fundo KNSC11 também usava operações compromissadas reversas lastreadas em CRIs para ampliar a flexibilidade de alocação. Essa exposição correspondia a cerca de 10,3% do patrimônio no fechamento de agosto, nível considerado adequado pela gestão do KNSC11.