SNEL11 compra 28 usinas solares por R$ 565 mi e amplia portfólio para 65 projetos
O fundo imobiliário SNEL11 formalizou a aquisição de 28 empreendimentos de geração distribuída solar por cerca de R$ 565 milhões, em uma operação que adiciona 116,68 MWp de potência ao portfólio e eleva a capacidade instalada do fundo para 266,1 MWp.
Com os novos ativos, o número de projetos salta de 37 para 65, enquanto a geração anual estimada passa de aproximadamente 248,8 mil MWh para 464,7 mil MWh.
Os empreendimentos estão distribuídos por 10 estados brasileiros e conectados a diferentes concessionárias de energia. A operação amplia a presença do fundo em mercados como Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro, além de aumentar a exposição a outras distribuidoras já presentes na carteira.
A aquisição ocorre após a quinta emissão de cotas do SNEL11, que movimentou aproximadamente R$ 1,007 bilhão. Parte dos recursos captados está sendo direcionada justamente para a expansão do portfólio por meio da compra de ativos solares em operação, acelerando a estratégia de crescimento do fundo.
Outro ponto destacado na operação é que 100% dos novos empreendimentos estarão conectados e operacionais no momento da transferência da titularidade.
Com isso, os ativos adquiridos entram na carteira já em funcionamento, sem depender da conclusão de obras para iniciar a geração de energia.
A expansão também modifica a escala da carteira. Além do salto de 37 para 65 projetos, o número de estados atendidos pelo fundo passa de 11 para 14, enquanto a capacidade operacional sobe para 259,1 MWp. O percentual do portfólio em operação chega a 97,4%.
Aquisição amplia geração do SNEL11 e diversificação
A incorporação dos 28 empreendimentos deve adicionar aproximadamente 215,9 mil MWh de geração por ano ao portfólio. Somados aos ativos que já pertenciam ao fundo, os projetos passam a representar uma geração anual estimada de 464,7 mil MWh, alta de 86,8%.
A diversificação geográfica também ganha peso na nova configuração. A entrada em novos estados e áreas de concessão reduz a concentração da geração em determinados mercados e distribui a exposição operacional entre diferentes regiões.
Entre as novas concessionárias estão Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro. A carteira também mantém exposição a empresas como Neoenergia Bahia, Neoenergia Pernambuco, Cemig, Equatorial Goiás, Enel Ceará e Elektro.
Essa distribuição é relevante para ativos de geração distribuída porque diferentes regiões apresentam características próprias de consumo, operação e condições climáticas. Uma carteira mais espalhada geograficamente pode reduzir a dependência do desempenho de uma única área.
Retorno projetado reforça estratégia
A operação foi estruturada com uma Taxa Interna de Retorno real projetada de 16,87% ao ano, acrescida da inflação energética, calculada a partir da média ponderada dos custos de aquisição dos empreendimentos. O indicador considera as premissas projetadas para os ativos adquiridos e não representa retorno garantido.
O patamar projetado está alinhado à estratégia de expansão apresentada pelo fundo, que busca ampliar sua escala por meio de ativos de geração distribuída com operação já estabelecida.
A aquisição também aproveita a estrutura criada pela quinta emissão. Em vez de distribuir os recursos captados entre diferentes classes de ativos, a estratégia atual concentra uma parcela relevante do capital na ampliação da capacidade de geração solar.
A compra de empreendimentos em funcionamento permite ainda que o fundo avance na expansão sem depender exclusivamente do desenvolvimento de novos projetos desde a etapa inicial. Isso reduz o intervalo entre a aquisição e a entrada dos ativos na operação do portfólio.