Após venda de imóvel no Brás, HGRE11 estima lucro de R$ 3,62 por cota

Após venda de imóvel no Brás, HGRE11 estima lucro de R$ 3,62 por cota
Foto: Suno/Banco

O HGRE11 (Patria Escritórios FII) assinou um compromisso para vender a totalidade do Edifício Alegria, localizado no Brás, em São Paulo, por R$ 115,5 milhões. A operação tem lucro estimado de R$ 42,7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 3,62 por cota, segundo o relatório gerencial referente a agosto.

De acordo com a gestão, o preço da transação representa um prêmio superior a 100% sobre o último laudo de avaliação do ativo. O compromisso de venda foi anunciado pelo fundo em 28 de agosto.

O lucro estimado de R$ 42,7 milhões foi calculado pela gestão na data da assinatura do compromisso. O valor será reconhecido conforme o fundo receber as parcelas da operação.

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Por que o FII decidiu vender o Edifício Alegria?

O Edifício Alegria é um imóvel de propriedade integral do HGRE11, classificado como classe C e que estava 100% desocupado na data do relatório. Sem locatários, o ativo não gerava receita e pressionava as despesas do fundo imobiliário.

Segundo a gestão, a alienação está alinhada à estratégia de reciclagem do portfólio do HGRE11. O fundo busca vender ativos com qualidade inferior à classificação A, localizados fora dos principais eixos comerciais de São Paulo ou nos quais determinadas características dificultem a execução de estratégias de gestão ativa.

A venda do Edifício Alegria, portanto, retira do portfólio um ativo totalmente vago e que gerava despesas sem produzir receita imobiliária para o fundo.

Lucro não significa rendimento imediato

Embora o lucro estimado da operação seja de R$ 42,7 milhões, ou aproximadamente R$ 3,62 por cota, esse valor não corresponde a um rendimento de R$ 3,62 por cota anunciado para distribuição imediata aos cotistas.

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O HGRE11 informa que o lucro estimado será reconhecido conforme o recebimento das parcelas da operação. No relatório gerencial de agosto, o fundo não anunciou uma distribuição extraordinária de R$ 3,62 por cota relacionada à venda do Edifício Alegria.

O rendimento indicado pela gestão para o segundo semestre de 2026 permanece em R$ 0,85 por cota. Em agosto, o HGRE11 registrou receita total de R$ 1,36 por cota e resultado distribuível de R$ 1,11 por cota.

Parte do resultado do mês teve origem não recorrente. A terceira parcela da venda do Edifício Curitiba gerou lucro de R$ 0,32 por cota em agosto. Ao fim do período, o HGRE11 acumulava reserva de R$ 2,84 por cota.

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Vacância financeira do HGRE11 cai para 6,9%

O relatório gerencial também mostrou mudanças nos indicadores operacionais do HGRE11. Não houve entrada ou saída de locatários durante agosto, e a vacância física permaneceu em 6,6%. A vacância financeira, por sua vez, recuou de 8,1% para 6,9%.

A redução ocorreu após o término do período de carência concedido a dois locatários que ocupam, conjuntamente, 1.900 metros quadrados de área bruta locável (ABL). Com o encerramento das carências, os contratos passaram a contribuir para a receita de aluguel do fundo.

O HGRE11 também teve reajustes contratuais referentes a 28.754 metros quadrados de ABL. Os reajustes eram de competência de julho, com efeito financeiro no caixa de agosto, e acrescentaram aproximadamente R$ 0,01 por cota à receita imobiliária do fundo, segundo a gestão.

Ao fim de agosto, o portfólio do HGRE11 reunia 13 edifícios, 44 locatários e 143.387 metros quadrados de ABL. O fundo apresentava patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,779 bilhão e cota patrimonial de R$ 150,56. A cota de mercado indicada no relatório era de R$ 118,47.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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