FII conclui venda de prédio por R$ 167,5 milhões e recebe R$ 100,5 milhões
O fundo imobiliário RBRP11 (Fundo de Investimento Imobiliário Pátria Properties) concluiu a venda integral de um edifício localizado na Vila Olímpia, em São Paulo, por R$ 167,5 milhões. Como o fundo detinha participação de 60% na sociedade proprietária do imóvel, o valor total destinado ao FII na operação foi de R$ 100,5 milhões.
A conclusão da transação foi comunicada nesta sexta-feira (18), oito dias depois de o RBRP11 anunciar a assinatura do compromisso de compra e venda. A escritura definitiva foi lavrada agora, formalizando a alienação do edifício situado na Rua Ministro Jesuíno Cardoso, nº 589.
O imóvel é o Edifício Jacks Rabinovich, que possui 4.775 metros quadrados de área bruta locável (ABL). Considerando a participação de 60% do RBRP11 na sociedade de propósito específico dona do ativo, a parcela correspondente ao fundo era de 2.865 metros quadrados.
Como o RBRP11 recebeu os R$ 100,5 mi
O pagamento ocorreu em duas etapas. Na assinatura do compromisso de venda, foram pagos R$ 16,75 milhões pelo imóvel. Desse montante, R$ 10,05 milhões corresponderam à participação do RBRP11.
Com a escritura assinada em 18 de setembro, outros R$ 150,75 milhões foram pagos na transação. A fatia destinada ao fundo nessa segunda parcela foi de R$ 90,45 milhões. Somadas as duas etapas, o RBRP11 recebeu R$ 100,5 milhões pela participação de 60% no ativo.
No fato relevante de 10 de setembro, quando anunciou o compromisso de venda, o fundo informou que o negócio correspondia a aproximadamente R$ 35,1 mil por metro quadrado considerando o valor integral da operação.
A transação também chama atenção pelo histórico recente do imóvel dentro da carteira. Em abril, a gestão informava que mantinha esforços voltados à comercialização do Edifício Jacks Rabinovich. Naquele momento, o RBRP11 apresentava vacância física de 23,8% e vacância financeira de 21,5%.
Venda ocorre após mudanças no portfólio
A alienação se insere em um período de mudanças relevantes na carteira do RBRP11. No fim de 2025, o fundo concluiu a venda de seu portfólio de imóveis logísticos e passou a concentrar os imóveis diretamente detidos no segmento de escritórios e lajes corporativas. Com essa mudança, a quantidade de ativos havia caído de 13 para oito e a área bruta locável passou de mais de 103 mil metros quadrados para aproximadamente 44 mil metros quadrados.
Outras vendas ocorreram ao longo de 2026. Em junho, por exemplo, a gestão anunciou a alienação do conjunto 2401 do Edifício Castello Branco por cerca de R$ 4,8 milhões. O fundo também vinha recebendo parcelas relacionadas à venda do imóvel João Dias.
Em julho, último mês com relatório gerencial disponível antes do novo fato relevante, o RBRP11 registrou receita total de R$ 0,19 por cota e resultado distribuível de R$ 0,11 por cota. A distribuição aos cotistas foi mantida em R$ 0,35 por cota, enquanto o patrimônio líquido encerrou o período em R$ 955,6 milhões.
Os números ajudam a dimensionar a operação recém-concluída: os R$ 100,5 milhões destinados ao fundo correspondem a cerca de 10,5% daquele patrimônio líquido. Essa proporção é uma comparação matemática entre o valor recebido na venda e o patrimônio reportado em julho, e não uma estimativa de impacto sobre o valor patrimonial ou os dividendos.
O que acontece agora com o RBRP11
O fato relevante desta sexta-feira não informa qual será a destinação dos R$ 100,5 milhões recebidos pelo RBRP11, nem indica eventual impacto da venda sobre os próximos rendimentos distribuídos aos cotistas. A administradora e a gestora afirmaram apenas que informações adicionais sobre a transação serão apresentadas no próximo relatório gerencial.
Portanto, ainda não há base no comunicado para afirmar que os recursos serão usados em novas aquisições, amortizações, distribuição extraordinária de dividendos ou outra finalidade. A definição sobre os efeitos da operação deverá ser acompanhada nas próximas divulgações oficiais do fundo imobiliário.