VIUR11 firma acordo milionário para vender seu último imóvel
O fundo imobiliário VIUR11 assinou um Memorando de Entendimentos (MOU) para a possível venda do imóvel FACAMP, em Campinas (SP), por R$ 35 milhões.
Na assinatura, o fundo VIUR11 recebeu R$ 1 milhão como sinal, com previsão de um complemento desse valor em até 12 meses e o pagamento do restante em até 36 meses.
O potencial comprador também assumirá uma obrigação ligada ao ativo, estimada em cerca de R$ 2,3 milhões.
Até o pagamento do complemento do sinal, o fundo imobiliário VIUR11 seguirá recebendo integralmente os aluguéis do imóvel. Caso a operação não seja concluída, o valor já pago será retido pelo VIUR11.
O MOU tem prazo de um ano para definição dos termos finais e elaboração dos contratos definitivos, período em que as partes continuarão as negociações.
O ativo é objeto de uma promessa de compra e venda firmada em 22 de junho de 2021 com a Faculdade de Campinas (FACAMP), que garante ao fundo os direitos aquisitivos sobre o imóvel. Na eventual concretização da operação, esses direitos serão transferidos aos compradores.
A assinatura do acordo também traz ajuste no valor do ativo na carteira. Considerando o preço de venda e a obrigação assumida pelo comprador, o valor total chega a R$ 37,3 milhões,
Isso implica um impacto negativo estimado em 10,3% no patrimônio líquido do FII VIUR11, com base na posição de 22 de abril de 2026, reduzindo-o de R$ 104,2 milhões para aproximadamente R$ 93,4 milhões.
Se a venda for concluída, o imóvel FACAMP deixará de compor o portfólio, encerrando a presença de ativos imobiliários no fundo, que já vinha realizando alienações e devolvendo capital aos cotistas, conforme comunicados anteriores.
Atualizações recentes envolvendo o imóvel do VIUR11
No início de abril, o próprio fundo VIUR11 já havia indicado problemas relacionados ao imóvel FACAMP. Em relatório recente, o fundo comunicou a existência de novos atrasos no pagamento de aluguel, elevando para dois meses o total de inadimplência do locatário.
Os valores em aberto correspondem às competências de novembro de 2025, com vencimento em dezembro, e de fevereiro de 2026, cujo pagamento era esperado em março.
Diante desse cenário, a gestão do VIUR11 havia informado que iniciou providências para proteger os interesses dos cotistas, incluindo a adoção de medidas judiciais. Entre as alternativas avaliadas estava o eventual ajuizamento de uma ação de despejo contra o ocupante do imóvel.