Na contramão do IFIX, SNEL11 sobe 0,25% após aquisição de 28 usinas solares

Na contramão do IFIX, SNEL11 sobe 0,25% após aquisição de 28 usinas solares
SNEL11 - Foto: Pixabay

O fundo imobiliário SNEL11 registrou alta de 0,25%, cotado a R$ 7,95, no pregão desta sexta-feira (18). O fundo também apresentou volume negociado de aproximadamente R$ 5,6 milhões.

O movimento ocorre após a formalização de uma operação de R$ 565,04 milhões para aquisição de 28 empreendimentos de geração distribuída solar, ampliando significativamente a escala do portfólio.

A operação adiciona 116,68 MWp de potência ao fundo, com os novos empreendimentos distribuídos por dez estados brasileiros. Com a incorporação dos ativos, a carteira do SNEL11 passa de 37 para 65 projetos, enquanto a capacidade instalada sobe de 149,4 MWp para 266,1 MWp.

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A expansão acontece após a quinta emissão de cotas do fundo, que movimentou cerca de R$ 1,01 bilhão. A estratégia apresentada pela gestão prevê direcionar parte dos recursos para a compra de usinas já operacionais, ampliando a capacidade de geração sem depender exclusivamente da construção de novos projetos.

Além do aumento da capacidade instalada, os novos empreendimentos devem acrescentar aproximadamente 215,9 mil MWh por ano à geração projetada. Considerando a carteira ampliada, a estimativa de geração anual chega a 464,7 mil MWh.

SNEL11 amplia escala e diversificação da carteira

A aquisição também aumenta a diversificação geográfica do SNEL11. O fundo passa a atuar em 14 estados, ante 11 anteriormente, e amplia sua presença em diferentes áreas de concessão, incluindo Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro.

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Outro aspecto da operação é a condição operacional dos empreendimentos. Conforme os termos divulgados, os 28 ativos estarão conectados e em operação no momento da transferência da titularidade, permitindo que os projetos adquiridos já integrem a carteira em funcionamento.

Com isso, a capacidade operacional projetada do fundo passa para 259,1 MWp, enquanto a parcela da carteira em operação alcança 97,4%. A expansão, portanto, ocorre principalmente por meio de ativos que já possuem estrutura operacional estabelecida.

A operação também apresenta uma TIR real projetada de 16,87% ao ano, acrescida da inflação energética, segundo os cálculos divulgados pelo fundo. Trata-se de uma projeção baseada nas premissas da aquisição, e não de um retorno garantido.

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Mercado acompanha novo ciclo de expansão

A movimentação ocorre em um momento de ampliação da estrutura do SNEL11. No relatório de agosto, o fundo informou patrimônio líquido de R$ 1,83 bilhão, após a conclusão da quinta emissão, contra R$ 929,5 milhões no mês anterior. A cota de mercado encerrou agosto em R$ 8,26.

A aquisição das 28 usinas representa, portanto, uma etapa concreta da estratégia anunciada após a captação bilionária: transformar parte dos recursos levantados em ativos solares operacionais e elevar a escala da geração distribuída dentro da carteira.

No pregão desta sexta-feira, a cota do SNEL11 avançava 0,25%, para R$ 7,95, acompanhada de movimentação de cerca de R$ 5,6 milhões no mercado.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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