RBRR11 vê lucro saltar mais de 20%; veja valor e dividendos do mês
O fundo imobiliário RBRR11 apurou resultado distribuível de R$ 13,97 milhões em agosto de 2026, o equivalente a R$ 0,86 por cota, cerca de 20,2% maior que o resultado do mês anterior. No período, o fundo registrou R$ 14,49 milhões em receitas de juros e correção monetária da carteira de crédito.
Segundo a gestão, o resultado do mês foi afetado pelo IPCA mais baixo que nos meses anteriores, movimento que reduziu as receitas de juros e de correção.
O fundo ainda contabilizou um impacto extraordinário negativo de R$ 0,01 por cota ligado às vendas de fundos imobiliários no período.
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Mesmo com o resultado distribuível de R$ 0,86 por cota, o RBRR11 distribuiu R$ 0,90 por cota, com uso parcial da reserva acumulada, que terminou agosto em R$ 0,10 por cota.
O rendimento foi pago aos cotistas em 17 de setembro, e, nos 12 meses encerrados em agosto, a distribuição média mensal foi de R$ 0,83 por cota. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
A proposta de liquidação do RBRR11
A novidade de maior peso no período não está nos números correntes. O fundo imobiliário RBRR11 informou que uma Assembleia Geral Extraordinária foi convocada em 21 de agosto para deliberar sobre a proposta de venda da totalidade de seus ativos ao PCIP11 e a posterior liquidação do fundo.
Pela proposta, a amortização aos cotistas poderá ocorrer em dinheiro ou em cotas do PCIP11, caso a operação seja aprovada.
O movimento dá corpo ao processo de consolidação dos fundos de crédito high grade sob gestão do Pátria, que já vinha sendo sinalizado nos relatórios anteriores.
A carteira de crédito do RBRR11
O fundo encerrou agosto com 94,3% do patrimônio em ativos-alvo, sendo 93,3% em CRIs e operações estruturadas e 1,0% em fundos imobiliários.
A carteira de crédito do FII RBRR11 reunia 98 CRIs e uma operação estruturada, com 99% indexada ao IPCA, 1% ao IGP-M e apenas 0,02% ao CDI.
Por setor, a logística representava a maior exposição, com cerca de 35% da carteira de CRIs, seguida por escritórios (26%) e operações pulverizadas (22%), com São Paulo concentrando 67% do total.
Entre as principais posições estavam os CRIs Leroy II, Brookfield JK IPCA, GT Banco do Brasil, Cabreúva, JK Financial Center e JFL Jardim Faria Lima, com LTV médio ponderado de 49%.
Nas movimentações de agosto, o fundo RBRR11 zerou a posição remanescente no RPRI11, em uma venda de R$ 450 mil, e negociou R$ 200 mil em cotas do GAME11.
Segundo a gestão, os desinvestimentos fazem parte da retirada de posições consideradas menos aderentes à estratégia atual, o que libera recursos para eventuais novas alocações. Com isso, a parcela em FIIs caiu para 1,0% do patrimônio, dividida entre GAME11 e NCRI11.
No acompanhamento de risco, nenhum novo CRI entrou na watchlist durante agosto. O CRI Landsol permanecia na relação, com 0,5% do patrimônio, em processo de reestruturação, com a gestão trabalhando com outros credores para reorganizar os projetos ligados à companhia no RBRR11.