Dividendos do RECR11 são os menores em 6 meses; veja quanto foi anunciado
O fundo imobiliário RECR11 anunciou uma nova distribuição de dividendos nesta terça-feira (8), com o valor de R$ 0,7373 por cota, referente a agosto de 2026, sendo o menor dos últimos seis meses.
Têm direito aos rendimentos os investidores posicionados no fundo ao fim do pregão de 8 de setembro de 2026, data-base da distribuição, com o pagamento em 15 de setembro.
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Segundo o comunicado, os dividendos do RECR11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições da legislação.
A carteira de CRIs do RECR11
Conforme as informações mais recentes, referentes a julho de 2026, o portfólio do fundo imobiliário RECR11 seguiu fortemente direcionado a certificados de recebíveis imobiliários.
Ao fim do mês, 94% dos recursos estavam alocados, com a carteira distribuída entre 93 operações de CRIs e cinco posições em FIIs.
Na composição, os CRIs representavam 91% da carteira, enquanto FIIs e imóveis respondiam por 3% cada. Outros 2% estavam em cotas de fundos com liquidez diária, além de uma parcela residual em outros ativos.
A estratégia do FII RECR11 seguia concentrada em operações de inflação. Considerando os CRIs vinculados ao IPCA, inclusive os com proteção contra variação negativa do índice, essa exposição correspondia a 82% da carteira de recebíveis. Os títulos atrelados ao CDI representavam outros 16%, com o restante distribuído entre IGP-M, TR e prefixados.
Pelo perfil de crédito, 73% da carteira de CRIs apresentava risco corporativo e 27% risco pulverizado. Entre os segmentos dos devedores e cedentes, a maior concentração estava em incorporação, com 32%, seguida por loteamentos (17%), hotéis (14%), investimentos imobiliários (13%) e pessoa física (10%).
O portfólio do fundo RECR11 também apresentava diversificação entre emissores e regiões.
Os CRIs estavam distribuídos entre nove securitizadoras, com Opea, Habitasec, Riza e Província entre as principais exposições, e os lastros imobiliários estavam presentes em 14 estados, com São Paulo como a maior concentração geográfica da carteira do RECR11.