BRCR11 tem resultado negativo, mas dividendos rendem 11,73% ao ano; veja detalhes

BRCR11 tem resultado negativo, mas dividendos rendem 11,73% ao ano; veja detalhes
BRCR11 tem resultado negativo, mas dividendos rendem 11,73% ao ano. Foto: Freepik

O fundo imobiliário BRCR11 fechou maio com resultado negativo de R$ 115,468 milhões. O número decorre quase inteiramente de um ajuste a valor justo de R$ 127 milhões, de natureza contábil e sem efeito no caixa. 

Na operação, as receitas de aluguéis somaram R$ 16,401 milhões e as despesas das propriedades ficaram em R$ 3,916 milhões no período.

A distribuição não foi afetada por esse ajuste. Em junho, o fundo pagou R$ 0,41 por cota, o equivalente a um dividend yield de 11,73% sobre a cota de fechamento do mês. 

O valor patrimonial do fundo imobiliário BRCR11 encerrou maio em R$ 2,15 bilhões, com cota patrimonial de R$ 80,79, enquanto o valor de mercado somou R$ 1,12 bilhão, com a cota a R$ 41,96.

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A carteira reúne nove imóveis, com ABL total de 144.735 metros quadrados e base de 111.563 cotistas. 

O preço médio do portfólio é de R$ 8.707 por metro quadrado, com aluguel médio de R$ 136,2 por metro quadrado, WALE de 3,5 anos e volume médio diário de R$ 1,3 milhão. 

A vacância financeira do FII BRCR11 terminou maio em 7,8% da receita potencial, e a física em 10,4% da ABL, abaixo do mês anterior. 

As áreas vagas estão em Torre Almirante (10.224 metros quadrados), MV9 (2.758 metros quadrados), EZ Towers (1.243 metros quadrados) e Sucupira (753 metros quadrados).

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Os ativos que compõem a carteira do BRCR11

O portfólio é formado por nove edifícios predominantemente classe AAA, entre São Paulo e Rio de Janeiro. 

O Diamond Tower, em São Paulo, tem ABL de 36.918 metros quadrados com ocupação plena, receita de R$ 4.872 mil e aluguel médio de R$ 132,0 por metro quadrado, respondendo por 25,4% da receita total, com Samsung e Cargill entre os inquilinos. 

O Eldorado, também na capital paulista, soma 22.246 metros quadrados de ABL, receita de R$ 4.510 mil e aluguel de R$ 202,7 por metro quadrado, ou 23,6% da receita, locado a Betano e LinkedIn. 

O Senado, no Rio de Janeiro, tem 19.035 metros quadrados, receita de R$ 3.691 mil e aluguel de R$ 193,9 por metro quadrado, o que corresponde a 19,3% da receita, integralmente locado à Petrobras.

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A Torre Almirante, no Rio, tem 25.087 metros quadrados e vacância de 40,8%, com receita de R$ 1.573 mil e aluguel médio de R$ 105,6 por metro quadrado, ou 13,8% da receita, com WeWork e EDF. 

O MV9, também no Rio, tem 15.174 metros quadrados, vacância de 18,2%, receita de R$ 782 mil e aluguel de R$ 63,0 por metro quadrado, ou 5,0% da receita, locado ao INPI. O Sucupira, em São Paulo, soma 7.534 metros quadrados, vacância de 10,0%, receita de R$ 780 mil e aluguel de R$ 115,1 por metro quadrado, ou 4,5% da receita, com a Sanofi.

Na receita por ativo do fundo BRCR11, Diamond Tower (28%), Eldorado (26%) e Senado (21%) concentram 75% do total. São Paulo responde por 59% da receita contratada e o Rio de Janeiro pelos 41% restantes. 

Por setor, outros segmentos somam 71%, seguidos por saúde (13%), seguros (9%) e financeiro (7%). Os maiores locatários são Petrobras (18%), Samsung (8%), Amil (6%), Cargill (5%), INPI (4%) e Sanofi (3%), base que dá sustentação à receita do BRCR11.

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