VGIR11, SNEL11 e VRTM11 são destaques do Bom Dia FIIs (29/8)
VGIR11 e VRTM11 divulgaram relatórios detalhados; SNEL11 informou conexão de mais uma usina ao sistema elétrico.


Os fundos imobiliários VGIR11, SNEL11 e VRTM11 estão entre os destaques desta sexta-feira (29), último dia útil de agosto. O dia deve ser marcado por forte movimentação, já que mais de 150 FIIs usam o último pregão do mês como Data Com, com anúncio de dividendos e definição dos beneficiários.

No pregão desta quinta-feira (28), o IFIX confirmou o bom momento e obteve a sexta alta consecutiva: subiu 0,31% em relação à véspera, com fechamento em 3.452,22 pontos. O dia foi de operação positiva praticamente o tempo todo, à exceção de um breve repique negativo nos primeiros minutos, e o índice fechou em sua cotação máxima do dia.
Em agosto, o IFIX acumula alta de 0,46%. A tendência é que o mês feche com resultado positivo novamente, diante da movimentação positiva esperada para o pregão desta sexta, com a movimentação dos investidores para garantir direito aos rendimentos que serão anunciados.
Um dos anúncios mais esperados é o do MXRF11, dono da maior base de cotistas do mercado, perto de alcançar 1,3 milhão de investidores. Também compõem a lista outros fundos populares, como HGLG11, XPLG11, GARE11, VISC11, BBIG11, VGHF11, TRXF11, HGRU11, MANA11, AZPL11, OUJP11, RPRI11, PULV11, VRTA11, VRTM11, JSAF11, INFB11 e TGAR11. Alguns Fiagros, como AAZQ11, RURA11 e XPCA11, também fazem seus anúncios.
Confira as principais notícias dos fundos imobiliários:
SNEL11 tem usina conectada em MG e amplia potencial de receita
O fundo imobiliário SNEL11, criado pela Suno Asset para investimento em energia renovável, teve a usina fotovoltaica São Bento Abade conectada à rede elétrica da Cemig, concessionária responsável pela distribuição em Minas Gerais. Com isso, o FII já pode alugar o imóvel para empresas que atuam no mercado de geração distribuída e, assim, ampliar sua receita imobiliária.
O processo de vistoria e conexão à rede elétrica do empreendimento foi concluído em 12 de agosto e informado por meio de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o fundo, a equipe de engenharia está em campo conduzindo e implementando os ajustes necessários para garantir a entrada da usina em operação dentro dos padrões de desempenho e eficiência estabelecidos.
O ativo, localizado no município de São Bento Abade, tem capacidade instalada de 7,00 MWp (5,00 MW AC) e integra o portfólio adquirido no âmbito da segunda emissão de cotas do SNEL11. A usina já se encontrava com obras finalizadas desde dezembro de 2024, aguardando a conclusão das obras de reforço da rede pela concessionária local para energização.
Ao todo, o SNEL11 detém a propriedade de 17 usinas fotovoltaicas. Algumas foram construídas pelo próprio fundo, caso da São Bento Abade; outras, adquiridas quando já estavam prontas e em operação. Em junho, o FII registrou sua maior receita de locação, no valor de R$ 1,868 milhão.
VRTM11 amplia lucro em 23,4% e amplia reserva; veja movimentações realizadas em julho
O fundo imobiliário VRTM11 registrou em julho resultado líquido de R$ 4,784 milhões, alta de 23,4% em relação ao lucro registrado no mês anterior, de R$ 3,877 milhões. O valor serviu para manter a distribuição de dividendos em R$ 0,09 por cota, além de ampliar a reserva de lucros não distribuídos para R$ 0,033 por cota.
O VRTM11 fechou o mês com patrimônio líquido de R$ 435,3 milhões, ou R$ 9,27 por cota. A maior parte desse valor, cerca de 42%, está alocado em propriedades imobiliárias, enquanto os percentuais alocados em cotas de outros FIIs e CRIs estão mais próximos — 30,5% e 24,3%, respectivamente.
Durante o mês, o time de gestão da Fator realizou vendas de cotas de FIIs, reduzindo posições em ativos como GARE11, OUJP11, JPPA11 e JSRE11. Ao mesmo tempo, o fundo aumentou a parcela da carteira destinada a operações estruturadas e CRIs, além de alocar cerca de R$ 1,4 milhão em obras para 8 diferentes empreendimentos da carteira.
Já o VRTA11, FII de recebíveis da mesma gestora, reportou resultado de R$ 14 milhões em julho, período marcado por movimentações relevantes em sua carteira de crédito. O fundo pagou dividendos de R$ 0,85 por cota e mantém uma reserva de R$ 0,81 por cota para complementar dividendos e fazer frente a futuras obrigações.
RBRP11 projeta dividendos do semestre após lucro acima de R$ 4 milhões
O fundo imobiliário RBRP11 divulgou seu relatório referente a julho de 2025, apresentando um resultado de R$ 4,187 milhões, similar ao lucro registrado em junho, que foi de R$ 4,193 milhões. A receita total do período alcançou R$ 5,428 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 1,241 milhão.
Como consequência, o fundo distribuiu aos cotistas um rendimento de R$ 0,40 por cota, totalizando aproximadamente R$ 4,871 milhões entregues aos investidores. Essa distribuição manteve-se dentro do guidance estabelecido para o segundo semestre de 2025, com projeções de rendimentos entre R$ 0,38 e R$ 0,42 por cota até o final do ano.
O portfólio do RBRP11 permaneceu inalterado em julho. A taxa de ocupação física fechou o mês em 93,4%, representando uma melhoria de 4,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice era de 88,6%. O Edifício River One, considerado o ativo mais relevante na carteira, apresenta 90,9% de ocupação, com apenas meia laje e algumas lojas em negociação, segundo a RBR Asset.
VGIR11 supera CDI com dividendos e investe mais de R$ 170 milhões em CRIs
O fundo imobiliário VGIR11 obteve em julho um resultado de R$ 19,916 milhões, com forte crescimento em relação aos R$ 15,07 milhões registrados como lucro no mês anterior. As receitas totais somaram R$ 22,422 milhões, enquanto as despesas totais ficaram em R$ 2,506 milhões.
Com esse resultado, os cotistas do VGIR11 receberam dividendos de R$ 0,14 por cota, o que equivale a uma rentabilidade líquida de CDI + 1,9% ao ano, considerando o valor patrimonial da cota no fechamento de julho. No acumulado de 12 meses, o VGIR11 distribuiu R$ 1,37 por cota, representando CDI + 2,4% ao ano sobre a mesma cotação.
Durante julho, a carteira do VGIR11 passou por mudanças estratégicas relevantes. O fundo investiu cerca de R$ 173 milhões na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), distribuídos em oito operações. Destacam-se cinco dessas aquisições vinculadas a ativos que já compunham a carteira, reforçando a estratégia de gestão de crédito. Entre as novas entradas, figuram investimentos em CRIs, com remuneração de CDI + 3,0% ao ano.