VISC11: Banco vê resultado acumulado como reforço aos dividendos
O VISC11, fundo imobiliário focado em shopping centers, possui um resultado acumulado de R$ 1,23 por cota, montante que pode ser utilizado em distribuições futuras e que, na avaliação do Itaú BBA, representa um dos pontos positivos do fundo em meio a um cenário mais desafiador para o segmento.
Os FIIs de shoppings acumulam queda média ponderada de 3,1% em 2026, enquanto o IFIX recua 2,6%. O movimento ocorre após uma valorização de 25,2% do segmento em 2025, em um ambiente ainda marcado por juros elevados, endividamento das famílias e incertezas relacionadas à reforma tributária.
Apesar desse cenário, os indicadores operacionais dos empreendimentos permanecem sólidos, segundo o banco. É nesse contexto que o BBA mantém o VISC11 entre suas recomendações de compra no segmento de shopping centers.
Um dos principais destaques apontados pela instituição é justamente o resultado acumulado de R$ 1,23 por cota. Na prática, esse saldo funciona como uma reserva que pode ser utilizada pela gestão em distribuições futuras, oferecendo uma margem adicional para os dividendos do fundo.
Para o BBA, o montante acumulado reforça a capacidade do VISC11 de sustentar sua geração de renda mesmo diante de eventuais oscilações nos resultados mensais. O saldo, portanto, aparece como um dos fatores que contribuem para a avaliação positiva do fundo.
Diversificação é outro diferencial do VISC11
Além da reserva acumulada, o Itaú BBA destaca a elevada diversificação da carteira do VISC11. O fundo possui 32 ativos distribuídos por 15 estados, com os empreendimentos administrados por 11 empresas diferentes.
A pulverização também aparece na distribuição regional do resultado. O estado de São Paulo representa 28% do NOI do fundo, enquanto o Rio de Janeiro responde por 10%; o restante está distribuído entre outras regiões do país.
Entre os ativos, o Prudenshopping é o empreendimento de maior representatividade, respondendo por 11% do NOI. A concentração relativamente baixa em um único shopping reduz, segundo a avaliação apresentada pelo banco, a dependência do fundo em relação ao desempenho de um empreendimento específico.
Outro ponto destacado é a estrutura de participação nos shoppings. Aproximadamente 29% do NOI do VISC11 vem de ativos nos quais o fundo possui controle, enquanto a maior parte do resultado é proveniente de participações minoritárias.
Os indicadores operacionais também sustentam a tese do BBA. Em junho de 2026, o NOI por metro quadrado cresceu 11,8% na comparação anual, enquanto a taxa de ocupação dos empreendimentos encerrou o mês em 94%.
BTG recomenda aumento de posição em VISC11
O BTG Pactual aumentou a exposição ao VISC11 em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para setembro. O peso do fundo passou de 4% para 6%, em um movimento que, segundo a instituição, reflete a atratividade do portfólio de shopping centers e o potencial de reciclagem de ativos.
Na mesma atualização, o banco também elevou as participações em KNCR11 e KNIP11, enquanto reduziu a exposição ao HSML11 e retirou o RBRR11 da carteira. No caso do VISC11, a mudança foi classificada como um ajuste estratégico diante do cenário macroeconômico e das perspectivas para o segmento de shoppings.
Segundo o BTG, o VISC11 se destaca pela exposição a shoppings maduros, pela diversificação regional de seu portfólio e pela possibilidade de destravar valor por meio da reciclagem de ativos. Esses fatores, na avaliação da casa, tornam o fundo mais atrativo no atual ambiente de mercado.
Na carteira apresentada pelo banco, o VISC11 aparece com preço de R$ 102,80 por cota e P/VP de 0,89 vez. O fundo apresenta dividend yield anualizado de 9,8%, enquanto o retorno acumulado em 12 meses chega a 8,1%.
A liquidez média indicada na carteira é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, reforçando a característica de um fundo com mercado secundário relativamente líquido. No período de um mês, contudo, a cota acumulava queda de 1,2%.