O fundo imobiliário VISC11 registrou alta de 1,99% no pregão desta quarta-feira, com as cotas negociadas a R$ 104,98.

O fundo apresentava uma das maiores valorizações entre os ativos acompanhados no momento. Com o avanço, o VISC11 se destacava também pelo volume financeiro negociado, que alcançava R$ 9,41 milhões.

Ao longo do pregão, a cota chegou à mínima de R$ 102,44, indicando uma diferença de aproximadamente 2,5% entre o menor preço registrado e a cotação apresentada no momento da captura.

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O desempenho do VISC11 ocorreu em um cenário de alta do mercado de fundos imobiliários. Na mesma tela, o IFIX, principal índice de referência do segmento, avançou 0,32%, aos 3.753,9 pontos.

BTG recomenda aumento de posição em VISC11; entenda o racional

O BTG Pactual aumentou a exposição ao VISC11 em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para setembro. O peso do fundo passou de 4% para 6%, em um movimento que, segundo a instituição, reflete a atratividade do portfólio de shopping centers e o potencial de reciclagem de ativos.

Na mesma atualização, o banco também elevou as participações em KNCR11 e KNIP11, enquanto reduziu a exposição ao HSML11 e retirou o RBRR11 da carteira. No caso do VISC11, a mudança foi classificada como um ajuste estratégico diante do cenário macroeconômico e das perspectivas para o segmento de shoppings.

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Segundo o BTG, o VISC11 se destaca pela exposição a shoppings maduros, pela diversificação regional de seu portfólio e pela possibilidade de destravar valor por meio da reciclagem de ativos. Esses fatores, na avaliação da casa, tornam o fundo mais atrativo no atual ambiente de mercado.

Na carteira apresentada pelo banco, o VISC11 aparece com preço de R$ 102,80 por cota e P/VP de 0,89 vez. O fundo apresenta dividend yield anualizado de 9,8%, enquanto o retorno acumulado em 12 meses chega a 8,1%.

A liquidez média indicada na carteira é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, reforçando a característica de um fundo com mercado secundário

Reciclagem de ativos é um dos principais atrativos do VISC11

O racional do BTG para aumentar a posição está diretamente ligado à capacidade do VISC11 de administrar seu portfólio de forma dinâmica.

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A estratégia de reciclagem permite que o fundo venda participações em determinados empreendimentos e redirecione os recursos para ativos considerados mais atrativos ou para oportunidades que possam melhorar o retorno da carteira.

Essa característica ganha importância em um portfólio composto por diferentes shopping centers, já que a gestão pode ajustar a exposição conforme o desempenho dos empreendimentos, condições de mercado e oportunidades de aquisição ou venda.

O BTG também destaca a diversificação regional do VISC11 como um dos pontos positivos da tese. A distribuição dos ativos entre diferentes localidades reduz a dependência do desempenho de uma única região ou mercado consumidor.

Na visão da casa, essa combinação entre ativos maduros e possibilidade de reciclagem ajuda a sustentar a atratividade do fundo mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos investidores de FIIs.