O ROCA11 encerrou a sessão desta segunda-feira (5) com alta de 0,10%, a R$ 10,43 por cota. O fiagro movimentou aproximadamente R$ 106 mil no pregão.

A valorização ocorre após o primeiro tunro das eleições. O resultado eleitoral colocou Flávio Bolsonaro (PL) na liderança do primeiro turno, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%.

Os dois candidatos avançaram para a segunda etapa da disputa presidencial. A diferença entre os candidatos ficou em aproximadamente 2,2 milhões de votos, resultado que provocou uma forte reprecificação dos ativos brasileiros no primeiro pregão após a votação.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

ROCA11 rende 1,30% em agosto e supera CDI

O ROCA11 encerrou agosto com uma carteira mais pulverizada após uma série de movimentações realizadas ao longo do mês. O número de posições passou de seis para 15, enquanto a maior exposição individual caiu de 44,8% para 15,1% do patrimônio líquido (PL).

O movimento envolveu a redução de posições mais concentradas. O fundo vendeu parcialmente R$ 4,3 milhões do CRA ACP e recebeu R$ 14,7 milhões por meio de recompras de lastro da 62ª Emissão. Os recursos foram direcionados para novas operações e ativos com diferentes perfis de risco e liquidez.

Entre as novas alocações estão R$ 6,3 milhões na nova série da 59ª Emissão, com remuneração de CDI + 6,50% ao ano, além do CRA Esteio, da 66ª Emissão. O fundo também destinou R$ 12 milhões às carteiras pulverizadas das 67ª e 72ª emissões, com remuneração entre CDI + 4,00% e CDI + 4,25% ao ano.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Outra frente de diversificação foi a entrada em uma cesta de CRAs corporativos líquidos, com exposição a Marfrig, Camil, Minerva e Cocal, em um investimento de R$ 3 milhões. Segundo o fundo, a posição contribui para ampliar a diversificação de emissores e também para a gestão de liquidez da carteira.

Com as movimentações, o ROCA11 terminou agosto com 98,7% do PL alocado e apenas 1,3% mantido em caixa. O patrimônio líquido chegou a R$ 41,97 milhões, enquanto a cota patrimonial encerrou o mês em R$ 10,49.

ROCA11 supera CDI em agosto e acelera liquidez no mercado secundário

A cota patrimonial do ROCA11 teve alta de 1,30% em agosto, equivalente a 119% do CDI no período. Foi o segundo mês do ano em que o fundo superou o benchmark, depois de maio, quando o desempenho correspondeu a 141% do CDI, e o primeiro desde a segunda emissão a refletir integralmente o carrego da carteira já alocada.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

No acumulado de 2026, o fundo registra valorização de 5,02%, correspondente a 70% do CDI. Desconsiderando o efeito não recorrente relacionado à emissão realizada em junho, o retorno sobe para 7,26%, ou 101% do CDI.

A carteira encerrou o mês com taxa média de aproximadamente CDI + 4,4% ao ano e duration de cerca de 2,6 anos. Com a maior parte dos recursos já alocada, a gestão passa a concentrar esforços na administração das posições, na reciclagem de ativos com vencimentos próximos e na preparação para o início das distribuições de rendimentos.

Nesse processo, as carteiras das 67ª e 72ª emissões, com vencimento previsto para julho de 2027, estão entre os ativos que deverão passar por reciclagem nos próximos períodos. O fundo também mantém 100% dos ativos alocados indexados ao CDI, após a repactuação da 56ª Emissão para CDI + 7,00% ao ano.